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terça-feira, 29 setembro, 2020

A economia e o viés político

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Está difícil tecer comentário de ordem econômica nesse momento.

A metralhadora do moralismo totalitário somada à parca visão dos chefes de poder da República do que são os papeis (e os limites) de Estado e da Economia, colocam ruídos por todo lado.

No discurso de posse, equivocadamente, o presidente prometeu acabar com o comunismo no Brasil e defender a democracia. Besteira! Ele não pode acabar com o comunismo, que é um sistema econômico, porque o sistema econômico adotado pelo Brasil, desde o século XIX, é o capitalismo.

Também é redundante dizer que defenderá a democracia porque é obrigação de chefe de estado, pela Constituição, defender a democracia (prática de governo). Economia e democracia são como as duas faces de uma moeda, indissociáveis. Bolsonaro (pai) desconhece esse detalhe – além de outros também.

Crescimento é questão de ordem econômica. Democracia e autoritarismo, de ordem política. É preciso tratá-las concomitantemente, pois são indissociáveis.

Mas não é o único com gaps de conhecimentos. Seu chanceler, arraigado no viés autocrático e autárquico, também falou o que não devia quando chamou o Brasil de “País Grande”. Esse termo é um conceito com significado específico. Refere àquele que domina praticamente toda a oferta ou a demanda mundial de determinado produto. O Brasil só é País Grande na exportação de café.

O vice-presidente, por sua vez, vendo o país e a economia como seu quartel, quer acomodar a ordem política na “marcha”; e trazer a economia a reboque. Tolice! Sem segurança jurídica, economia de mercado não sai do lugar. E as falas do General, para a economia brasileira, são como trombetas do apocalipse.

Como autocrata tem discurso moralista, unidirecional e protecionista – distante do que se espera de um estadista e do mundo que o cerca. Sendo o mentor do presidente (que também precisa agir como um estadista), é uma ameaça. Defende reformas, mas vai deixar para ad infinitum a da previdência das Forças Armadas. Essas falas (ruídos) dão a perspectiva do risco de a economia tornar-se refém do autoritarismo puritano militar e não sair do lugar.

As memórias da história reforçam a preocupação

Desde a proclamação da república até os anos 1990 foram mais frequentes práticas totalitárias do que democráticas. E, apesar da industrialização ocorrida, a economia estava, atrasada tecnologicamente, incompetitiva economicamente, injusta socialmente, e sem mercado de trabalho qualificado, devido o precário e excludente sistema de ensino do País.
Resumindo, o autoritarismo não foi suficiente para que a economia encontrasse a direção do crescimento sustentado.

De 1990 até hoje passaram-se 29 anos, e a economia continua fora da direção (e com pouco dinamismo). Mas, nesse período, a prática de governo foi a democracia. Então, tanto autoritarismo quanto a democracia não são condições suficientes para a economia decolar. O motivo? Crescimento é questão de ordem econômica. Democracia e autoritarismo, de ordem política. É preciso tratá-las concomitantemente, pois são indissociáveis. Neste momento a prioridade é a economia. E as questões suficientes para impulsionar a atividade econômica são as reformas estruturais. É hora da política garantir os arranjos institucionais para a economia avançar.


Arilda Teixeira é Economista e professora da Fundação Instituto Capixaba de pesquisas em Contabilidade, Economia e Finanças (Fucape Business School)

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