O futuro verde já está em construção e o nosso Estado capixaba segue na vanguarda
Por Ricardo Ferraço
Em 2025 temos muito o que comemorar, mas, em função da realização da COP30 no Brasil, vamos falar sobre o pioneirismo do Espírito Santo nas questões climáticas. O Estado consolidou uma política ambiental moderna, focada em descarbonização, transição energética e adaptação, que hoje é referência nacional.
Um dos principais marcos recentes é a criação do Fundo de Descarbonização do Espírito Santo, mecanismo inovador que capta recursos para financiar projetos de baixa emissão,
eficiência energética, mobilidade sustentável, conservação florestal e desenvolvimento tecnológico.
O Fundo, que começa com um aporte proveniente do Fundo Soberano de R$ 500 milhões, permite acelerar iniciativas estratégicas e dar previsibilidade aos investimentos voltados para a economia verde, apoiando desde pesquisas em hidrogênio verde até ações de mitigação em setores industriais.
Esse instrumento se soma ao Programa Capixaba de Carbono Neutro, que orienta governos, empresas e sociedade rumo a uma trajetória de redução consistente de emissões. O Estado tem ampliado rapidamente o uso de energia limpa, estimulando a geração solar distribuída, atraindo projetos fotovoltaicos e fortalecendo parcerias voltadas ao armazenamento de energia e à eletrificação de frotas públicas.
Na agenda florestal, os avanços também são sólidos. O Espírito Santo reduziu o desmatamento nos últimos anos e mantém forte atuação de fiscalização. O Programa Reflorestar segue como um dos maiores projetos de restauração ambiental do país, com mais de 15 mil hectares recuperados por meio de sistemas agroflorestais, plantio de espécies nativas e regeneração.
O caminho trilhado pelo Espírito Santo não começou este ano. Ele é resultado de uma construção consistente que envolve marcos importantes: a elaboração do Plano Estadual de Mudanças Climáticas, a realização dos inventários de emissões, a instituição do Programa Capixaba de Mudanças Climáticas (PCMC), a criação de um modelo de governança intersetorial e participativa e a integração das políticas climáticas às políticas de desenvolvimento, agricultura, indústria, infraestrutura e proteção ambiental.
Em 2025, essa governança ganhou ainda mais força com o lançamento de uma plataforma digital unificada do PCMC, apresentada na abertura da COP30. A plataforma reúne: o Plano Estadual de Descarbonização (NetZeroES 2050); o Plano Estadual de Adaptação (Adapta-ES); o Atlas Climático do Espírito Santo; indicadores, metas setoriais e resultados consolidados.
Com isso, o Estado se torna um dos poucos do país a oferecer dados abertos, transparentes e atualizados sobre riscos climáticos, emissões, setores impactados e ações de mitigação e adaptação.
A adaptação climática — tema cada vez mais urgente — ganhou protagonismo com o Programa Estadual de Resiliência Climática, que apoia municípios na preparação para eventos extremos, como chuvas intensas, estiagens e ondas de calor.
A iniciativa oferece suporte técnico e financeiro para elaboração de planos, mapeamentos de risco, obras de drenagem e fortalecimento das defesas civis municipais.
Com essa combinação de planejamento, inovação e compromisso com resultados, o Espírito Santo mostra que desenvolvimento econômico e sustentabilidade podem caminhar juntos. No ano de realização da COP30, o Estado reafirma seu papel de liderança e demonstra, na prática, que é possível crescer reduzindo emissões, restaurando ecossistemas e protegendo as pessoas. O futuro verde já está em construção e o nosso Estado capixaba segue na vanguarda.
Ricardo Ferraço é vice-governador do Espírito Santo e coordenador do Programa Estado Presente.
Esse artigo é uma republicação da Edição 231 da Revista ES Brasil – Retrospectiva 2025 – Leia aqui


