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terça-feira, 2 junho, 2020

A abolição do nosso povo preto veio e não libertou

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Nos dias de hoje, o território brasileiro concentra a maior população africana fora da própria África. E é exatamente por conta desse motivo que a cultura oriunda desses povos exerce uma grande influência em nosso país, com destaque no Nordeste.

Porém, foi só junto com o início do século XX que grande parte das manifestações, costumes, ritos e outros começaram a fazer parte também da cultura brasileira, sendo consideradas expressões não essencialmente africanas, porém, artes genuinamente afro-brasileiras. O nosso Estado, também recebeu muitos escravos, principalmente durante a época do Brasil Colônia e especificamente, dos Quilombos dos Palmares que concentraram no passado muitos escravos imigrantes da África.

Sendo assim, hoje a cultura negra é também fundamental para formar a identidade de nossa nação, motivo pelo qual a cultura afro-brasileira se estabelece em todo nosso território. Vale destacar que ela é também o resultado das crenças dos indígenas e dos portugueses, que por muitos anos, nos influenciaram com suas músicas, culinária e religiões.

Acho oportuno relembrarmos de fatos históricos importantes, começando por uma tradição historiográfica, que responsabiliza Rui Barbosa por ter ordenado a queima dos documentos relativos à escravidão, em poder de repartições públicas submetidas à autoridade do ministério da Fazenda, logo após a proclamação da República e, também, da abolição da escravidão. Rui Barbosa foi ministro da Fazenda ao longo do governo provisório de Deodoro da Fonseca, isto é, de 1889 a 1891.

Um dos políticos mais importantes da história do país teria autorizado a queima para supostamente acabar com esta “mancha negra” na história do país.  Isso explica porque não há quase nenhum documento sobre escravos famosos da época como Zumbi dos Palmares. É o que muitos acreditam. No entanto, há opiniões divergentes.

O Espirito Santo apesar de ter sido uma região de pequena projeção econômica no cenário escravista brasileiro, recebeu escravos importados diretamente da África, como os meus ancestrais, de parte da minha avó paterna, que chegaram pelo Rio Cricaré, no porto de São Mateus, ES. Foi também muito grande o número de escravos oriundos de outras áreas do próprio Brasil. No território capixaba, no século XIX, eram encontrados africanos escravizados juntamente com negros transferidos de outras regiões, principalmente vindos da Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Documentos históricos afirmam que em 1550 já existiam, em terras capixabas, escravos negros, possivelmente trazidos de Portugal pelos colonizadores. Entretanto, oficialmente, a importação de força de trabalho de um povo escravizado da África só ocorreu em 1561.

Não podemos mais aceitar as condições em que vive o nosso povo preto, sendo discriminado na vida social do País. Temos evidencias claras de como somos invisíveis aos olhos das políticas públicas, onde nesta terrível pandemia de Covid-19, são os negros que compõe em grande parte, as estatísticas de maior letalidade, devido a suas comorbidades genéticas, associadas às condições socioeconômicas de abandono sanitário, vivendo nas favelas, no subemprego, formando uma grande massa de desempregados.

O 13 de maio deve ser um dia de denúncia e luta para acumular forças rumo a realização da verdadeira abolição. Não podemos mais consentir que o negro sofra toda sorte de perseguições e discriminações sem darmos uma resposta definitiva. A abolição veio em 1888 mas não libertou!

Manoel Goes Neto é presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha e diretor no IHGES

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