Cientistas descobrem novo método para combater o Alzheimer

Foto: Naeblys-Shutterstock / Reprodução

Os cientistas descobriram uma forma de isolar partículas que estimulam o desenvolvimento da doença

Ao que tudo indica a cura para o Alzheimer já está bem perto de acontecer. Um grupo de cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriu uma nova estratégia para eliminar as partículas que destroem as células cerebrais.

Segundo um estudo publicado na revista especializada “PNAS”, a estratégia se baseia em um enfoque inovador de cinética química desenvolvida nos últimos dez anos, que ajuda a descobrir fármacos contra as doenças de enovelamento de proteínas, como o Alzheimer.

A principal pesquisadora do estudo é a cientista Michele Vendruscolo. Ela afirmou que “esta é a primeira vez que foi proposto um método sistemático para atacar os patógenos, a causa do Alzheimer, que foram identificados recentemente como pequenos grupos de proteínas conhecidas como oligômeros”.

O estudo revela também que enquanto está em processo celular, a doença forma grupos e matam as células nervosas saudáveis. Assim, quando este processo falha, a célula apresenta um “grave problema de enovelamento”, e podem ser formados depósitos perigosos, que podem causar demência.

A cientista destacou, ainda, que as proteínas mal ligadas se acumulam entre as células nervosas, impedindo-as de sinalizar adequadamente, assim o cérebro perde a capacidade de se desfazer destes depósitos perigosos ao envelhecer.

Os especialistas destacaram ainda que a descoberta abre caminho para que possam ser desenvolvidos novos remédios para a cura do Alzheimer e que eles podem chegar a testes clínicos em cerca de dois anos.

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