Valor médio da saca de café exportada pelo estado atingiu patamar elevado em 2025, compensando as exportações em volume
Por Amanda Amaral
Apesar da queda em volume de quase 50%, devido ao aumento dos preços internacionais, no acumulado de 2025, o café exportado pelo Espírito Santo somou no total US$ 1,2 bilhão em receita, 67% a mais do que em 2024. No ano, as exportações capixabas totalizaram 4,3 milhões de sacas: 3,2 milhões de conilon; 675 mil de arábica; e 425 mil de café solúvel.
As informações são do Relatório Mensal de Exportação de Café pelo Espírito Santo, com dados de janeiro a dezembro de 2025, divulgado pelo Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV). Vale ressaltar que, no último mês do ano, o estado exportou 276 mil sacas (60 quilos) de café, receita de US$ 83 milhões.
O documento lista uma série de razões para a retração de 49% no volume do acumulado. São elas: pela menor competitividade do conilon capixaba em termos de preços, quando comparado a outras origens internacionais; restrições logísticas para o escoamento do café arábica; impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos (EUA) à importação de café brasileiro.
Vale lembrar que, em 2024, as exportações de café do Espírito Santo bateram recorde. Mesmo assim, em 2025, segundo o CCCV, houve aumento no total apurado da receita devido à valorização dos preços internacionais. O preço médio do café exportado em 2025 foi de US$ 291 por saca, frente a US$ 216 em 2024 e US$ 158 em 2023, variação de +35% e +84%, respectivamente.
Origem das exportações
Neste caso, o relatório enfatiza que o “tarifaço” afetou, sobretudo, as exportações de café solúvel produzido no Espírito Santo. Inclusive, o produto não entrou na lista de exceções divulgadas pelo país norte-americano, em julho, e continua taxado. Em 2025, os EUA responderam por 7,3% das exportações totais do produto em volume e 35% e 40% do destino do solúvel capixaba. É o quarto no ranking entre os países que mais importam do estado. O primeiro é o México, 13%.

