Enio Bergoli fala sobre ganhos de produtividade, redução de custos e fortalecimento da sustentabilidade social e econômica do agro no estado
Por Amanda Amaral
Quais serão os principais desafios para agricultura e pecuária do Espírito Santo em 2026, e quais foram os avanços obtidos em 2025? As tarifas impostas pelos Estados Unidos (EUA) aos produtos brasileiros, a safra recorde do café capixaba e os investimentos do Estado em inovação e tecnologia fazem parte da retrospectiva ado agro capixaba.
Em entrevista ao ES Brasil Entrevista, o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, pontou três questões essenciais para a agricultura e pecuária no Espírito Santo em 2026: dar continuidade à política de sustentabilidade do agro; a recuperação da pecuária leiteira; ampliação do programa de armazenamento de água; e a renegociação para redução das tarifas aplicado pelos Estados Unidos que ainda insidem sobre três cadeias produtivas (café solúvel, ovo e pescado).
Enio Bergoli destacou ainda o impacto do chamado “tarifaço” sobre o agro capixaba em 2025. “Nós tivemos reduções muito significativas nas exportações de café, de pimenta-do-reino, de gengibre e de pescado, que está vivendo um ano muito crítico, inclusive ainda não está na exceção da tarifa. O presidente Donald Trump, retirou o tarifaço, mas para três segmentos principais, ele ainda vigora”, explicou.
Já a cafeicultura, que gera mais de 50% da renda rural do estado, vive um ano de recordes em 2025, com a soma das safras de conilon e arábica. O secretário de Agricultura projeta que o Espírito Santo poderá superar o Vietnã em quatro ou cinco anos, tornando-se o maior produtor mundial de café canéfora (conilon). Na retrospectiva, também foi falado sobre dos grandes investimentos do Estado em política públicas de infraestrutura, segurança hídrica, incentivos fiscais e crédito rural – com juros mais baixos para o homem do campo. A meta para o ano-safra 2025/2026 é de R$ 9,8 bilhões.
O secretário de Agricultura ressaltou ainda que o Espírito Santo busca atender a padrões internacionais de rastreabilidade e conformidade ambiental para manter suas exportações para mais de 125 países. Para isso, foi criada a marca “Sustainable Coffee – Espírito Santo – Brazil”, que chancela as boas práticas do produtor capixaba no exterior. “Precisamos investir em inovação para ganhar produtividade, custo baixo e alta tecnologiam, isso gera sustentabilidade econômica do produtor, que por sua vez, consegue cuidar dos aspectos sociais – família, colaboradores, funcionários. Assim, também conseguimos atingir um terceiro prisma da sustentabilidade que é a ambiental, que é cuidar dos passivos, da proteção dos recursos hídricos, das matas, da biodiversidade”, disse.

