Belezas que só o “Visitar Centro Histórico” mostra

O projeto promove visitações guiadas às mais importantes e antigas edificações de Vitória

No auge de seus 468 anos, ainda em meio às comemorações de seu aniversário no dia 8 de setembro, a ilha de Vitória se faz ainda mais bela com seus recantos verdes, suas praias, a força do sol e, principalmente, a sua gente. Tem muitas histórias para contar e algumas delas talvez você não conheça.

Aquele convento lá na Cidade Alta, como surgiu? E a igreja mais antiga? Pouca gente sabe. A boa notícia é que é possível conhecer, gratuitamente, grandes monumentos históricos de Vitória com a orientação de monitores capacitados por meio do projeto Visitar Centro Histórico.

Durante as visitas guiadas, turistas e moradores da região têm acesso a sete patrimônios culturais. O mais legal disso é que o trajeto pode ser todo feito a pé. A cada ponto visitado, o turista recebe um selo que ao final será trocado por um certificado. Aqueles que estiverem interessados em cada detalhe do roteiro contam com fôlderes que reproduzem o trajeto e trazem as principais informações.

O Visitar Centro Histórico é uma inesquecível aula de história, ao vivo e em cores, que resgata o saber de períodos e fatos únicos de Vitória. Pronto para conhecê-lo?


Catedral Metropolitana de Vitória

Um dos pontos turísticos mais bonitos não poderia ficar de fora da lista. O início da construção data de 1920 e a conclusão, de 1970. O projeto arquitetônico é de autoria de Paulo Motta, o mesmo que desenhou o Parque Moscoso. A catedral substituiu a Igreja de Nossa Senhora da Vitória, edificada em 1551, quando a cidade ainda se chamava Vila Nova. Com seus maravilhosos vitrais, a catedral foi tombada pelo Conselho Estadual de Cultura, em maio de 1984.


Theatro Carlos Gomes

Sem dúvidas um dos mais importantes monumentos do Espírito Santo, o Theatro Carlos Gomes foi edificado no governo de Florentino Avidos (1924-1928). Foi construído em 1927 por André Carloni, que levantou o novo teatro com as colunas metálicas do teatro Melpômene – cuja estrutura pegou fogo em 1924 – para sustentar as galerias dos camarotes. Atualmente possui um estilo arquitetônico eclético e refinado.


Igreja Nossa Senhora do Rosário

Quer uma verdadeira aula de História? Então não deixe de visitar esta igreja. Erguida em 1765 pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, possui em sua estrutura um cemitério destinado ao enterro dos negros, já que nos espaços públicos desse tipo eles não eram aceitos (alforriados ou escravos). As disputas não paravam por aí. Em 1833, a imagem de São Benedito foi roubada do Convento de São Francisco e levada à Igreja do Rosário, o que desencadeou brigas entre Peroás e Caramurus, como eram conhecidos os grupos da irmandade. A igreja mantém toda a estrutura antiga e as ossadas nos corredores.


Convento de São Francisco

Este local é tão importante que já teve várias finalidades: orfanato, residência episcopal, rádio, colégio e residência das Irmãs Carmelitas. Foi construído no final do século XVI pelos padres franciscanos, e, hoje, abriga a Cúria Metropolitana e diversas entidades ligadas à Igreja Católica. Também foi pioneiro no abastecimento de água em domicílio na cidade. Além disso, foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura em 1984. Hoje, demarca o que foi o primeiro Convento Franciscano construído na Região Sul do Brasil Colônia.


Igreja de São Gonçalo

A “igreja dos casamentos duradouros”. Assim é conhecida a estrutura, cujo pedido foi feito pela Irmandade de Nossa Senhora do Amparo e da Boa Morte em 1715. A fachada e o altar-mor foram criados com entalhes em madeira pintados a ouro, com influências da arquitetura barroca. No século XIX, a irmandade se tomou confraria e, posteriormente, arquiconfraria, sendo a única a receber o título em Vitória. Foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1948.


Igreja e Convento Nossa Senhora do Carmo

É tão aconchegante que sempre dá vontade de visitar. Fundado em 1682 por padres carmelitas, o local era formado pelo convento, pela Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo e pela Capela da Ordem Terceira. Em estilo colonial, com linhas barrocas, uma das edificações já serviu como quartel militar. Já em 1984, a fachada foi tombada pelo Conselho Estadual de Cultura. E no espaço interno há imagens nos altares e quadros da Via-Crúcis.


 

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