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sexta-feira, 21 junho, 2024

Vereador de Cachoeiro anuncia saída da política para virar padre

Após participar de retiro de 15 dias, Junior Corrêa anunciou que deixará mandato de vereador para se dedicar a vida como padre

Por Robson Maia

O pós-carnaval protagonizou um momento no mínimo inusitado no cenário político capixaba. O vereador do município de Cachoeiro de Itapemirim, Júnior Corrêa (PL), anunciou que abandonará a vida política para focar na vida religiosa. Em publicação nas redes sociais, Côrrea anunciou que irá se tornar padre.

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O comunicado aconteceu após o vereador participar de um retiro que durou 15 dias em um mosteiro. Anteriormente, Corrêa tinha anunciado planos para disputar a Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim. No entanto, polêmicas recentes fizeram surgir questionamentos sobre a candidatura.

“Fui fazer um retiro de 15 dias em um mosteiro e foi nesse silêncio que ouvi a voz de Deus falando comigo. Estava em primeiro lugar nas pesquisas, com chances reais. Eu saio da vida pública, não vou mais disputar a eleição de prefeito e não serei nem candidato a vereador ou deputado, para poder me dedicar a quem deu a vida por mim”, desabafou Corrêa.

Corrêa informou também que solicitará a licença do mandato. Quando eleito, em 2020, o vereador foi o mais votado da cidade, com 2,5 mil votos para a Câmara. Em 2022, Corrêa disputou as eleições para o cargo de deputado federal, contudo, não foi eleito, mesmo após obter 37 mil votos.

Quem assume?

A vaga deixada por Corrêa será assumida pelo primeiro suplente Amós Marcelino (PL). No entanto, Corrêa anunciou que caso Amós não siga o mesmo posicionamento conservador, ele retomará a vaga do Legislativo cachoeirense.

No mesmo discurso, Corrêa comentou sobre as eleições que se aproximam e fez um apelo para o presidente do PL no Espírito Santo, senador Magno Malta.

“A minha nota semana passada foi feita num momento de tristeza, mas eu não tiro nenhuma palavra. O senador Magno Malta tem nas mãos uma Lamborghini, mas se não houver diálogo com seus conservadores, corre o risco de chegar na corrida eleitoral com o pneu careca e, na primeira curva acentuada, o carro vai derrapar”, disse Corrêa.

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