O terceiro setor promove ações sociais e mudanças significativas no mercado, segundo o presidente executivo da Fundaes, Robson Melo
Por Amanda Amaral
A Federação das Fundações e Associações do Espírito Santo (Fundaes) tem papel importante no estímulo às ações coletivas no Espírito Santo, reunindo instituições muito conhecidas dos capixabas como a Affec, Acacci, Fundação Otacílio Coser e até escolas de samba.
O presidente-executivo da Fundaes e presidente do Asilo dos Idosos de Vitória, Robson Melo, conversou com a ES Brasil sobre os desafios do terceiro setor capixaba, dificuldades financeiras e sobre as novas filiadas.
Para Melo, o terceiro setor tem sido cada vez vem sendo mais demandado, contudo é um trabalho contínuo de convencimento garantir sustentabilidade financeira. “A Fundaes é importante para a sociedade, porque suas filiadas têm até, em alguns momentos, o papel do Estado no atendimento às pessoas vulneráveis”, explicou.
Melo comenta sobre o Fundo de Investimento Solidário Capixaba (FIC), que conta com doações, e a entrada de recursos por meio da Nota Premiada Capixaba e a Nota Vitória, que são importantes fontes de renda para a Fundaes.
“Eu conclamo a todos os municípios que também tenham programas similares, porque é de extremo valor. O terceiro setor é gerador de emprego e renda. A gente sabe que tem pessoas que precisam mais. Então a gente se associa, chama amigos. Mas além disso, também está gerando emprego, porque precisamos de profissionais nas instituições”, comenotu.
A implementação o ESG – environmental, social and governance, em inglês, vem provocando mudanças no olhar do poder público e do mercado, influenciando positivamente na criação de novas associações/fundações. “O setor de rochas ornamentais ao organizar seu arranjo produtivo local, entendeu que também era necessário ter uma entidade do seu setor que cuidasse da questão social. Aí, nasceu a Rocha Ativa, que é um braço do setor de rochas, por exemplo”, comentou o presidente executivo da Fundaes.
Melo chamou atenção também para a participação das escolas de samba, no momento a Mocidade Unida da Glória e a Chegou o que Faltava, na Fundaes. “Durante o carnaval, essas escolas têm seus braços sociais e desenvolvem capacitações para habilitação de várias profissões que são demandadas na hora de produzir o desfile. Um jovem que chegou nesse momento, teve essa oportunidade numa capacitação dentro da escola de samba e já está com uma profissão”, ressaltou.

