
É muito bom notar que as causas do Terceiro Setor têm mobilizado cidadãos, instituições e políticas públicas no propósito de ir além da assistência emergencial
Por Robson Melo
Uma carona na música de Tim Maia, 1970, “Azul da Cor do Mar”, para inspirar nosso relato sobre o Terceiro Setor neste final de ano. Esse é o sentimento de quem atua com luta, diálogo e ação porque sabe que o sonho não se encerrará em 2025. Os fatos apresentados neste artigo mostram que a “ciranda” do Terceiro Setor Capixaba segue crescendo e se desenvolvendo.
No poder público, 2025 foi um ano de fortalecimento das relações com o Terceiro Setor. O Instituto Jones dos Santos Neves aprofundou estudos que mostram o impacto social e econômico das organizações capixabas, enquanto órgãos como a Receita Federal, a Alfândega de Vitória e o Tribunal de Contas ampliaram ações de educação fiscal, incentivo à destinação do Imposto de Renda e uso social de bens apreendidos.
Programas estruturantes — como o Nota Premiada Capixaba ( que promove a renúncia de parte do ICMS em favor das entidades sociais) e as missões estratégicas do Plano ES 500 Anos, construídas em parceria com o Movimento ES em Ação, reforçaram o compromisso do estado com a sustentabilidade financeira e o fortalecimento das entidades. Também houve avanços na interlocução com o Legislativo e na articulação com a bancada federal, consolidando um ambiente político mais sensível às agendas sociais.
O setor empresarial apoia, cada vez mais, entidades e a Fundaes por editais corporativos ou patrocínios diretos. Entre esses apoiadores estão Unimed Vitória, Fortes Engenharia, Vale, Sicoob ES, Vamtec Group, o setor de rochas ornamentais, ArcelorMittal Tubarão, EDP, Faesa, Fucape, Singular, Sebrae, Petrobras, Grupo Águia Branca, Fibrasa, Imetame, Valor Investimentos, Sincades, Medsenior, Maely, MP Publicidade e Sesc.
As redes de comunicação Grupo Sim, Rede Vitória, RTV/ES, Rede Capixaba e Rede Gazeta repercutem causas e ações de nossas instituições. Destaque, ainda, para a Mile4 Assessoria de Comunicação, a Revista ES Brasil e a Prisma Inteligência de Marketing, cujas ações são de enorme valor na comunicação institucional da Fundaes.
Alguns autores, como Sérgio Aboudib, Paulo Hartung e Luiz Carlos Menezes, têm destinado às instituições sociais o recurso das vendas de seus livros. A cultura de doação se espalha em benefício das causas e instituições com filantropos que mobilizam amigos e familiares em seus aniversários, redirecionando seus “presentes” para doações a instituições sociais.
O Fundo de Investimento Comunitário Capixaba (FIC) continua obtendo o apoio da filantropia individual, familiar e institucional, além de recursos do Instituto de Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e já apoiou 16 projetos em todo o Estado, em menos de quatro anos.
É muito bom notar que as causas do Terceiro Setor têm mobilizado cidadãos, instituições e políticas públicas no propósito de ir além da assistência emergencial, promovendo desenvolvimento comunitário atrelado à geração de emprego e renda.
Robson Melo é presidente-executivo da Federação do Terceiro Setor Capixaba (Fundaes)
Esse artigo é uma republicação da Edição 231 da Revista ES Brasil – Retrospectiva 2025 – Leia aqui

