O tratamento contra o Câncer está diversificado e evoluído em comparação com tempos atrás, o que permite um prognóstico maior de sobrevida e também de cura
Por Raphael Wilson Loureiro Stein
Quem tem câncer tem pressa, precisa contar com rápido diagnóstico e ter direito ao melhor tratamento possível com vistas a sobreviver e se curar da doença, o que no mais das vezes não é tarefa fácil, requer muita abnegação, fé, esperança e sacrifício, pois só quem experimenta os riscos desta doença em si mesmo ou membros da família, amigos e conhecidos, sabe o drama que ela traz.
Hoje, o tratamento contra o câncer está diversificado e evoluído em comparação com tempos atrás, o que permite um prognóstico maior de sobrevida e também de cura, e por isso mesmo os estudos em busca por melhores tratamentos continuam sendo feitos em todo planeta, pois em toda a gama de doenças existentes, talvez o câncer é que mais desafie médicos e cientistas.
Mas nem todos sabem que existe a terapia do CAR-T Cell como uma boa alternativa no tratamento de cânceres hematológicos – cânceres do sangue e de medula óssea, como a Leucemia Linfoblástica Aguda de Células B (LLA-B); Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB); Linfoma Folicular (LF), Linfoma de Células do Manto (LCM), Mieloma Múltiplo (MM), quando ocorre falhas nos tratamentos convencionais, seja por refratariedade ou recidiva.
Neste caso, uma equipe multidisciplinar formada por oncologistas, hematologistas, imunologistas, patologistas e outros profissionais qualificados poderá prescrever o tratamento, que consiste, em linhas gerais, numa imunoterapia com células T com Receptor de Antígeno Quimérico (CAR-T CELL). As células T do próprio pacientes são coletadas, depois são geneticamente alteradas em laboratórios especializados para reconhecer e atacar as células cancerosas, e nesta condição são recolocadas no corpo do paciente.
Não se trata de um tratamento barato, podendo custar entre R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões ou até além disso, e por isso mesmo as operadoras e seguradoras de plano de saúde não autorizam a sua cobertura, aduzindo que tem natureza experimental, e que também não é de cobertura obrigatória, sendo que, por outro lado, são amplos os estudos no Brasil e no mundo reconhecendo a validade e importância desse tratamento.
Faz prova da capacidade desse tratamento o fato de ele ser realizado em vários hospitais brasileiros de grande renome, como o Israelita Albert Einstein (SP); Sírio-Libanês (DF); Oswaldo Cruz (SP); Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (SP). Por não ser um tratamento qualquer, a sua prescrição demandará necessário estudo do quadro clínico, dos tratamentos já realizados no paciente e das características do seu Câncer.
Mas, por evidente, esse tratamento não deixa de ser um meio de sobrevida e até mesmo de se alcançar a cura no que diz respeito a alguns tipos de cânceres, e com auxílio jurídico especializado pode solicitado na Justiça em caso de negativa do Estado (sentido amplo) e dos planos e seguradoras de saúde, visando ser autorizado e coberto já no início da tramitação do processo, através de uma decisão judicial chamada de tutela antecipada.
Raphael Wilson Loureiro Stein é advogado militante há 13 anos, especialista em Direito Médico e Bioética. Concentra sua atuação em questões envolvendo planos de saúde em todo Brasil. Também atua nas questões do SUS. Instagram: @raphael.stein.advogado

