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Stonelift: tecnologia capixaba desfaz gargalo histórico

Stonelift chegou para ajudar a reduzir o déficit logístico para exportação de rochas ornamentais 

Por Ludmila Azevedo

Não é de hoje que o setor de rochas reclama do chamado “déficit logístico” que acomete o modal portuário do Espírito Santo, prejudicando as exportações de rochas pelos portos capixabas. A origem do problema é a falta de contêineres de 20 pés para acomodar as placas de pedras naturais, responsável por uma redução superior a 40% da exportação para o mercado norte-americano, o maior consumidor do produto.

O CEO da empresa capixaba que desenvolveu a tecnologia do StoneLift, Fábio Cruz, explica que cada um desses equipamentos pode transportar até 28 toneladas de chapas de pedras naturais. “A nossa proposta é sempre otimizar uma rota, pegar carona com nossa unidade de transporte em um navio que já fará aquele percurso.

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No embarque-teste que fizemos em Portocel, mandamos quatro StoneLifts em direção ao Texas. E o teste foi bem-sucedido, colocamos as chapas na ponta do navio, onde a embarcação balança, o navio ainda enfrentou uma tempestade e, ainda assim, as rochas chegaram em total segurança, as chapas perfeitas, sem terem se mexido”, comemorou o executivo, acrescentando que, inicialmente, 100 unidades mensais de StoneLift estão sendo enviadas apenas para o mercado norte-americano.

“Seguiremos apoiando soluções logísticas mais eficazes e reforçando nosso compromisso com a sustentabilidade para manter o Brasil na vanguarda mundial das rochas naturais”, ressaltou o presidente da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas), Tales Machado.

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Cruz também reforça que não é só o Brasil quem tem dificuldade para exportar pedras naturais. “Outros países têm a mesma dificuldade. A própria Índia, que produz muitos granitos, e o Oriente Médio, por exemplo, têm um tráfego grande desse tipo de material”.

O stonelift é considerado uma solução simples e o segredo não está na embalagem em si, mas em conseguir ligar todos os interesses, do importador, do exportador, do armador e dos portos. “Conseguimos colocar tudo isso num modelo de negócio que fizesse sentido”. (Com informações de Kikina Sessa)

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*Matéria publicada originalmente na revista ES Brasil 226, especial de Portos, que circula em abril de 2025.

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