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sábado, 25 maio, 2024

Sobre aprender a ser líder

De nada adianta entregar resultados e chegar ao objetivo final sendo líder de um time que está em conflito e completamente desgastado

Por Mirella Bravo e Sophia Carvalho Souza

Muitas das habilidades necessárias para uma boa liderança ultrapassam as questões técnicas e atingem em cheio as relacionais. Porque de nada adianta entregar resultados e chegar ao objetivo final com um time que está em conflito e completamente desgastado.

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Está claro que entender a liderança como um processo de valorização humana capaz de promover o crescimento coletivo na execução de projetos não é tarefa fácil. Por isso, é indispensável, ao assumir a função de gerenciamento, ter em mente a necessidade de entender as habilidades sociais que tem, bem como aquelas que precisa melhorar e desenvolver.

Muitas são as formas de buscar desenvolvimento dessas habilidades. E nem é preciso chegar ao mercado para se deparar com esse desafio. Um caminho promissor é participar de projetos de extensão como as empresas juniores.

Conheci o movimento das Empresas Juniores ainda quando fazia graduação, nos idos 1998. E me reencontrei com ele agora, com a entrada da minha sobrinha Sophia Carvalho Souza no curso superior e a participação dela, atual como presidente, da Empresa Júnior de Biomedicina do Ifes de Vila Velha, a BiomES. E é ela que complementa abaixo as minhas impressões.

Sophia me contou que participar do Movimento Empresa Júnior, carinhosamente chamado de MEJ, é uma oportunidade única de conhecer e vivenciar o mercado sênior ainda estando na graduação, iniciando o Networking fundamental para a construção de uma carreira. Outrossim, ser membro de uma empresa júnior possibilita o desenvolvimento de soft e hard skills, as quais são fundamentais para o desenvolvimento não só do lado profissional mas também do lado pessoal.

Ela contou: “por exemplo, estando no cargo de Assessora de Projetos e Consultoria da BiomES no ano de 2023, eu tive a oportunidade de aprimorar a minha oratória, receber e dar feedbacks, desenvolver habilidades com plataformas digitais – a exemplo do canva, excel e notion – e ainda, de desenvolver o meu espírito de liderança. E ao longo desse processo, eu me encontrei de tal forma que decide sair da minha zona de conforto e ocupar o cargo de Diretora Presidente da BiomES no ano de 2024. Dentro do MEJ, nós aprendemos que a liderança não é um dom, e sim uma habilidade que deve ser desenvolvida e aprimorada diariamente visto que para ser um bom líder, primeiro é necessário sabe liderar a si para depois, liderar um time.”

A experiência das Empresas Juniores começou em 1967, na L’École Supérieure des Sciences Economiques et Commerciales, em Paris, na França. No Brasil, o movimento chegou em 1987, com João Carlos Chaves, Diretor da Câmara de Comércio Franco-Brasileira, orientando alunos de Administração da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

Como professora universitária, me encanto com alunos envolvidos e determinados. O contato com outros membros de empresas juniores e até da Federação das Empresas Juniores, aceitando convites para compartilhar conhecimentos sobre comunicação em eventos formativos produzidos por eles, me dá clareza do quanto fazer parte deste projeto colabora de forma essencial para a formação de novas e preparadas lideranças.

São jovens participantes devotados, como Sophia, que querem sair da universidade capazes de entender todo o funcionamento de uma organização, com planejamento estratégico, setores, diretorias, cargos, funções, metas e entregas definidas; mas também sujeitos críticos que entendem que o auto-desenvolvimento de habilidades e competências é permanente e necessário para quem quer ser um Líder com L maiúsculo.

É muito empolgante ver que, impulsionados pelo aprendizado da liderança, do empreendedorismo e da realidade empresarial, esse grupo diferenciado de universitários, que conquista a vaga como membro após árduo processo seletivo, se joga nos desafios e deixam claro que a sorte se constroi nas escolhas, ainda quando se é estudante.

De fato, eles seguem firmes no propósito do Movimento Empresa Júnior de “formar por meio da vivência empresarial lideranças comprometidas e capazes de transformar o Brasil em um país mais empreendedor”

Sophia Carvalho Souza é aluna do 3° período de Biomedicina do Instituto Federal do Espírito Santo, membra do Laboratório de Ciências Biomédicas (LCBM), atuando como bolsista no projeto de Iniciação Científica de Cultura Celular; integrante do Programa Interdisciplinar de Promoção e Atenção à Saúde (PIPAS) e atual Diretora Presidente da BiomES.

Mirella Bravo é professora universitária dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Direto da FAESA e atua em mentoria, treinamento e consultoria em Comunicação. Possui graduação em Comunicação Social, graduação em Direito, Pós-Graduação em Estratégias em Comunicação Organizacional, MBA Liderança e Gestão de Pessoas, Mestrado em Comunicação, Pós-Graduação em Formação em Docência do Ensino Superior, Pós-graduação em Direito Digital e Pós-graduação em Curso Preparatório para Carreira de Magistratura.

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