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Setor portuário aquece e eleva nível de exigência

Expansão e digitalização ampliam oportunidades, mas exigem profissionais mais qualificados e versáteis

Por Cínthia Ferreira

Na esteira da transformação tecnológica que redefine as profissões portuárias e expõe a qualificação como um dos principais gargalos do setor, o dia a dia das operações também revela como essas mudanças já se materializam na prática. Empresas responsáveis pela gestão da infraestrutura e pela articulação logística, como a Vports, operam em um ambiente cada vez mais complexo, digital e integrado — onde crescimento, inovação e eficiência caminham lado a lado com a necessidade de profissionais mais preparados. É nesse contexto que o mercado se mantém aquecido, ao mesmo tempo em que eleva o nível de exigência sobre quem deseja ingressar ou se consolidar na área.

Com 18 anos de atuação no setor, a coordenadora de Planejamento e Operações da Vports, Salma Paiva, observa um mercado aquecido, mas em rápida transformação. Nesse contexto, a Vports é responsável pela gestão da infraestrutura portuária e pela articulação com operadores e empresas logísticas, atuando como elo de um ecossistema que viabiliza investimentos e a expansão das atividades. Hoje, a companhia conta com cerca de 200 funcionários diretos, mas sua atuação impacta uma rede muito mais ampla de operações e serviços vinculados ao complexo portuário.

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Setor portuário aquece e eleva nível de exigência
Segundo Salma Paiva, da Vports, a expansão e modernização dos portos ampliaram o uso de sistemas digitais. Áreas como segurança, planejamento e sustentabilidade passaram a ter atenção especial – Foto: Everton Nunes

A expansão física e a modernização tecnológica ampliaram o uso de sistemas digitais e elevaram o peso de áreas como segurança, planejamento e sustentabilidade nas operações. Para quem deseja ingressar na área, Salma recomenda investir também em inglês e graduação em cursos com alta absorção pelo setor logístico e industrial.

Essa exigência crescente de qualificação acompanha a própria transformação estrutural do setor. “Esse movimento exige equipes qualificadas para sustentar crescimento, segurança e eficiência operacional”, resume Fernando Artilha, gerente do Porto de Ubu da Samarco.

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Universidade e mercado se unem no setor portuário

Funções antes baseadas apenas em esforço operacional passam a exigir domínio tecnológico e capacidade analítica. Cresce, por exemplo, a demanda por analistas de logística integrada, profissionais de inovação digital, especialistas em ESG portuário e técnicos operadores digitais.

Profissões em alta nos portos (Fonte: ABRH-ES e Vports)

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  • Analista de Logística Integrada
  • Especialista em ESG Portuário
  • Analista de Dados Logísticos
  • Profissional de Inovação Digital
  • Técnico Operador Digital

Esse quadro reflete a mudança no próprio desenho das operações portuárias, que passam a exigir profissionais capazes de interpretar dados, integrar sistemas e atuar de forma multidisciplinar. Em vez de funções restritas a tarefas isoladas, cresce a demanda por perfis capazes de compreender o fluxo completo da cadeia logística e propor soluções mais eficientes e seguras.

Com a modernização dos terminais e a expansão da capacidade operacional, o setor segue oferecendo boas oportunidades e salários competitivos. Dados do Observatório Findes, com base na Rais 2023 e OGMO-ES, mostram que trabalhadores das atividades portuárias no Espírito Santo receberam remuneração média de R$ 6.169,98 — quase o dobro da média dos empregados formais do estado (R$ 3.430,31).

Essa matéria foi publicada originalmente na Edição 232 da Revista ES Brasil — Portos: O Poder da Logística, de março de 2026. Clique neste link para conferir a edição completa.

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