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domingo, 24 outubro, 2021

Setembro chama atenção para os tumores ginecológicos

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O câncer ginecológico é o terceiro mais comum entre as mulheres, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca)

Os tumores que podem acometer o aparelho reprodutor feminino são: colo do útero, endométrio, ovário, vagina e vulva. Mas, o mais comum é o do colo do útero, uma doença com alto índice de cura e evitável, graças à vacina contra o HPV, explica a médica oncologista Virgínia Altoé Sessa.

O objetivo da campanha de conscientização, que ganhou o nome de “Setembro em Flor”, pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, quer alertar as mulheres sobre a prevenção das doenças que atingem o aparelho reprodutor feminino.

A médica ginecologista Thaissa Tinoco Sassine enfatiza a importância do exame preventivo – o papanicolau – para o diagnóstico precoce do câncer de colo do útero. “É essencial fazer o exame ginecológico preventivo uma vez por ano. Mas, com a pandemia, muitas mulheres deixaram de procurar o ginecologista, o que acarretou falta de diagnóstico e diagnósticos tardios”.

Sessa alerta para o câncer de ovário, que na maioria das vezes têm sintomas silenciosos. “Diferente do câncer de mama, para esse tumor, não existem exames de rastreamento. Por isso, é o tipo de mais difícil detecção precoce, com a maior parte dos diagnósticos em estágio avançado.”

No entanto, as especialistas são unânimes quando afirmam que todos os tipos de cânceres ginecológicos, se diagnosticados precocemente, apresentam altíssimas porcentagens de recuperação completa, que chegam até a margem de 90%.

Por isso, é essencial realizar check-ups e visitas ao ginecologista, periodicamente.

Tumores ginecológicos

-Câncer de ovário

-Câncer de endométrio

-Câncer de colo do útero

-Câncer de vulva

-Câncer de vagina

Conheça os principais sinais que merecem a sua atenção: 

– Dor pélvica ou pressão abaixo do umbigo

– Inchaço abdominal e flatulência

– Dores intensas e persistentes na parte inferior das costas

– Sangramento vaginal na pós-menopausa

– Sangramento vaginal após a relação sexual e entre as menstruações

– Dores de estômago ou alterações intestinais

– Perda de peso importante e repentina

– Anormalidades na vulva e na vagina, como feridas, bolhas ou alteração de cor

– Fadiga, que, embora seja comum em diversas outras doenças, pode ser mais frequente nos casos de câncer em estágio avançado.

Thaissa Tinoco Sassine é médica ginecologista e mastologista, com certificação em cirurgia robótica.

Virgínia Altoé Sessa é médica oncologista, membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos – EVA

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