IR: sugestões para usar a restituição

Há muitas possibilidades para trabalhar com o valor da restituição do imposto de renda
(Fotografia - iStock)

O importante é fazer um uso consciente esse valor. Confira algumas recomendações

A perspectiva de receber a restituição do Imposto de Renda (IR) mexe com o planejamento financeiro dos brasileiros. Afinal, uma “grana extra” pode ajudar bastante no orçamento familiar. Mas será que é assim que devemos considerar a restituição?

“A restituição do IR deve ser vista como um dinheiro extra que, se for usado da forma correta e com planejamento, pode ajudar muito na vida financeira do consumidor, além de aproximá-lo de realizar seus sonhos”, diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

O uso do recurso com consciência também é a principal recomendação do educador financeiro José Vignoli. Ele destaca ainda a importância de se estabelecer com clareza as prioridades dentro de cada orçamento. “Tudo é uma questão de prioridades e é preciso parar para pensar quais são as suas”, diz.

Pensando nisso, com a ajuda dos dois especialistas, listamos seis sugestões sobre o que fazer com a sua restituição do Imposto de Renda. Se puder, siga-as exatamente nessa ordem:

1. Renegocie suas dívidas e limpe seu nome

Essa deve ser sempre a prioridade para quem está com o nome sujo na praça. Não dá para pensar em aumentar o consumo ou direcionar os recursos para investimentos, por exemplo, se o seu crédito está comprometido e você tem uma dívida crescendo por causa dos juros.

Um recurso extra ou complementar como o proveniente da restituição do IR pode ser o empurrão que faltava para propor uma negociação aos seus credores e quitar ou parcelar as suas dívidas. Não hesite nesse sentido: quanto antes você resolver a sua situação, menos juros e outros encargos vai pagar.

2. Comece – ou engorde – a sua poupança de emergência!

Todos estamos sujeitos a imprevistos. A forma como lidamos com eles só depende de nós mesmos e do nosso planejamento. Por isso, depois de quitar as suas dívidas pendentes, comece a formar um fundo de emergência ou, se você já havia começado em outro momento, essa é a hora de torná-lo mais robusto.

O ideal é que o fundo de emergência seja composto pela quantia equivalente a seis vezes o seu orçamento mensal. Ou seja: se a sua fonte de renda for interrompida, seja por desemprego ou pela necessidade de redirecionar o recurso para alguma situação mais urgente, o seu fundo de emergência deve ser capaz de manter a sua saúde financeira por um semestre inteiro.

É claro que se você conseguir um fundo ainda mais abrangente, melhor! Mas, segundo os especialistas, seis meses é uma boa meta para quem está começando a construir esse alicerce.

3. Guarde dinheiro pensando em sua aposentadoria

Não importa a sua idade: quanto antes você começar a pensar na sua aposentadoria, maior será a garantia de que você conseguirá manter um padrão de vida confortável durante todo esse período. Começando a poupar desde já, você aumenta a segurança da sua saúde financeira quando parar de trabalhar e aí poderá curtir a aposentadoria com mais tranquilidade.

4. Abata aqueles financiamentos com taxas de juros elevadas

Se você financiou um veículo ou fez algum empréstimo a juros altos, a restituição do IR pode ser uma oportunidade de abater a dívida total e garantir o pagamento de menos juros no longo prazo.

“Como nestes casos paga-se juros mais altos do que em uma aplicação financeira, a redução do número de parcelas faz todo o sentido. O prazo do financiamento poderá ser encurtado em alguns anos desde que se tenha isso como objetivo maior. O uso da restituição pode ser um impulso importante nesse sentido”, explica Vignoli.

5. Invista para realizar algum sonho de consumo

Se você está em uma situação financeira mais confortável, pode começar a investir com o objetivo de realizar algum sonho de consumo, como uma viagem ao exterior.

Estude as modalidades de investimento disponíveis para você e escolha aquela que é mais compatível com a sua meta, levando sempre em conta o prazo no qual você deseja realizar o seu sonho. Calcule quanto precisa investir e considere a rentabilidade e a liquidez do investimento e, a partir daí, é só aproveitar!

6. Compre algo para você!

Educação financeira não é sinônimo de avareza ou mesquinhez com o seu dinheiro. Você pode, sim, usufruir dele como bem entender, desde que isso não vá extrapolar seu orçamento: viagens, jantares ou quaisquer outros bens materiais. Se os outros aspectos da sua vida financeira estão em ordem, não há problema algum em estimular o consumo.

*Da redação com informações do site Meu Bolso Feliz


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