Governo assina ordem de serviço para recuperação da Segunda Ponte

Foto: Chico Guedes

A assinatura ocorreu nesta quinta-feira (29), no Palácio Anchieta, em Vitória, e a previsão da obra será 10 meses

O governo do Estado anunciou que a reforma e recuperação da Segunda Ponte será realizada. A ordem de serviço foi assinada pelo governador Renato Casagrande nesta quinta-feira (29), no Palácio Anchieta, em Vitória.

A obra será realizada na alça que vai sentido a Vila Velha e na parte em que dobra à direita sentido Jardim América. A empresa ganhadora da licitação para desenvolvê-la foi a AMF Construtora. A previsão de duração será de 10 meses e o investimento é de R$ 6,3 milhões.

Segundo o governador, é previsto que a partir de setembro comecem a ser montados os contêineres de trabalho e inicialmente não haverá interrupções no trânsito. O governo estuda como será feita a interferência de forma que não atrapalhe o tráfego.

Casagrande afirmou que está é uma reivindicação antiga dos cidadãos e dos órgãos competentes. “Logo que chegamos ao governo tivemos notícias da necessidade dessa reforma e há alguns anos a população e instituições, como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) já alertavam sobre a necessidade de reformar a ponte. Vamos dar o ponta-pé inicial hoje, assinando a ordem de serviço”, disse.

O superintende do Departamento de Estradas e Rodagem do Espírito Santo (DER-ES), Luis Carlos Casotti, destaca que a obra é muito importante para o povo de Vila Velha e de Cariacica. “A empresa ganhadora da licitação já está se mobilizando. Já fizemos reuniões, detalhamos algumas atividades, principalmente essas iniciais. Elá começará o trabalho de recuperação da estrutura e alguns pontos já estão em nosso relatório já especificados. E acredito que a partir de janeiro do ano que vem começaremos a mexer com a pavimentação. O viaduto que compete ao DER ficará com cara nova, com nova pintura e será uma obra que vai impactar bastante o povo dessas regiões”, destacou.

LAUDO

Em 2017, o CREA-ES emitiu um laudo que confirmava as irregularidades na estrutura da Segunda Ponte, entre elas corrosões no concreto e nas ferragens que a sustentam, além dos problemas nas juntas de dilatação que apresentam abertura maior que o normal.

Segundo o engenheiro civil Jaime Oliveira Veiga, um dos autores do laudo, “o DER fez a pintura e corrigiu as duas juntas de dilatação que estavam em pior situação, já tinham perdido todo o elemento elástico. O planejamento era que fariam as trocas de todas as juntas até dezembro de 2018, o que não foi feito. De lá para cá, a estrutura está exposta a um meio agressivo e a tendência é ir corroendo ainda mais”, contou.


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