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Polese quer proibição de língua estrangeira em documentos oficiais no ES

Proposta de Lucas Polese estende proibição de palavras estrangeiras em documentos oficiais para empresas públicas, sociedades de economia mista, escolas e universidades públicas

Por Robson Maia

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) analisa um Projeto de Lei (PL) que veda a utilização de termos e expressões em língua estrangeira em documentos oficiais de entidades e órgãos da administração direta e indireta do Estado. A medida, de autoria do deputado Lucas Polese (PL), tem como objetivo a valorização da língua portuguesa, segundo o parlamentar.

Desde 2002, o Espírito Santo possui legislação que veda a prática e, segundo a proposição apresentada na época, busca estimular e valorizar o uso da língua portuguesa. A Lei 7.396, promulgada pela Assembleia Legislativa (Ales), proíbe que documentos oficiais utilizem termos em outros idiomas.

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A proposição de Polese (PL) estende a proibição para empresas públicas e sociedades de economia mista e instituições públicas de ensino do Espírito Santo, em todos os níveis. A medida, caso aprovada, afetaria também peças publicitárias e textos de propaganda ou divulgação.

Segundo o parlamentar, o PL busca o resgate e valorização da língua. Ainda de acordo com Polese, a matéria lembra a importância da língua de um povo para sua cultura.

“Um povo que se valoriza, mantém e cultua sua língua. A própria Organização das Nações Unidas reconheceu isto em 1999, quando a Unesco instituiu o dia 21 de fevereiro como o Dia Internacional da Língua Materna, a fim de alertar para a necessidade de proteção das tradições linguísticas fundamentais dos diferentes povos do planeta”, ressalta o deputado.

De imediato, o projeto recebeu despacho denegatório da Mesa Diretora. Nesse caso, a iniciativa é considerada flagrantemente inconstitucional. No entanto, o autor recorreu da decisão à Comissão de Constituição e Justiça.

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O colegiado rejeitou o despacho inicial da Mesa Diretora e manteve a tramitação da medida na Casa. Agora, o parecer segue para análise dos deputados. Caso seja mantido, a matéria poderá seguir tramitação. Caso seja derrubado, o projeto irá para o arquivo.

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