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terça-feira, 29 setembro, 2020

Personagens históricos questionados

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É preciso deixar de lado essa obsessão pelo herói impoluto, isso não existe

Não existem mitos na história, pessoas que estejam acima do bem e do mal. São pessoas de carne e osso, que erraram para um lado e acertaram para o outro, presos as suas circunstâncias históricas. É preciso deixar de lado essa obsessão pelo herói impoluto, isso não existe. Claro que são válidos esses movimentos de massa que em momentos catárticos saem derrubando tudo, mas não creio que seja o caminho, embora em determinados momentos se justifique.

O debate não é recente, e todos estes personagens já foram alvo de questionamentos nos últimos anos. Para uma parcela da sociedade, cada vez mais ativa nas ruas ou nas redes sociais, não cabe eternizar em bronze ou concreto, sobretudo em praça pública, a imagem de assassinos ou figurões cuja fortuna foi construída à custa da exploração alheia.

A derrubada de estátuas é um fenômeno comum, por vezes mais lembrado do que o destino dos próprios personagens. A queda da estátua de Saddam Hussein, no Iraque, exemplifica, marca mais a memória coletiva do que o próprio enforcamento do ditador.

Um movimento de protesto no início de junho, no Reino Unido, com a retirada e destruição de algumas estátuas de figuras históricas polêmicas, foi repetido mundo afora, com o questionamento à presença de monumentos de exaltação a personalidades históricas de passado indigno.

A destruição de monumentos deve ser entendida em seu contexto, como a derrubada da Coluna de Vendôme pela Comuna de Paris em 1870, e que o levante atual tem justificada na insurgência global contra o racismo. Importante discutir se há limite para atos de revisionismo histórico que buscam apagar da paisagem urbana determinadas personalidades. Vamos retroceder até o Império Romano e destruir a estátua de Marco Aurélio, em Roma? A democracia grega nasceu na escravatura. Cada caso é um caso, e cada movimento tem seu contexto histórico.

A Europa cresceu e se tornou próspera com a escravidão de africanos durante a época das Grandes Navegações e os Estados Unidos também enriqueceu com a exploração da força de trabalho de negros e indígenas. Os responsáveis por esse crescimento, que antes foram vistos como heróis e vencedores em sociedades passadas, ganharam estátuas e monumentos que hoje são vistos como algo inaceitável.

Várias gerações foram ensinadas que estes personagens eram pessoas boas, não faziam trabalho sujo em troca de dinheiro e poder. Contribuíram para o crescimento dos países, mas a um custo hoje chamado de racismo ambiental e racial. A reparação histórica impulsiona mudanças, a começar pela descolonização da educação básica, que quando não é precária é excludente

Acreditamos e defendemos uma discussão legislativa sobre a retirada de estátuas ou a mudança de nome de logradouros, de algumas figuras polemicas da história. Retirando as estátuas dos logradouros públicos, colocando-as em museus não resolve os nossos problemas com o passado. Jogar nos rios, tocar fogo, quebrar ou jogar para debaixo do tapete é uma improdutiva atitude simplista.

Manoel Goes Neto é presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha-IHGVV

ES Brasil Digital

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