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AstraZeneca interrompe produção da vacina contra Covid; saiba por quê

Ministério da Saúde e o fabricante do imunizante se manifestaram após grupos antivacinas espalharem informações sobre possíveis efeitos colaterais

Por Kebim Tamanini

A vacina da AstraZeneca parou de ser fabricada mundialmente, informou a fabricante. A partir deste anúncio, diversos grupos de pessoas antivacinas correm a notícia de que a paralisação da produção foi por motivos de efeitos colaterais, o que não é verdade segundo o Ministério da Saúde e a própria empresa.

Segundo a pasta federal, embora existam riscos muito raros associados à vacina da AstraZeneca, as agências reguladoras de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a FDA nos Estados Unidos, a EMA no Reino Unido e a Anvisa no Brasil, afirmam que essa vacina é segura e eficaz na prevenção da Covid-19 e, em casos muito raros, pode causar a Síndrome de Trombose com Trombocitopenia (STT) como efeito colateral.

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A fabricante da AstraZeneca foi procurada para saber se há uma relação da paralisação da produção com essas notícias de possíveis efeitos colaterais. Em nota divulgada para a imprensa, a farmacêutica afirmou que foram desenvolvidas múltiplas vacinas contra variantes da doença e há um excedente de imunizantes atualizados disponíveis, e por este motivo decidiu encerrar a fabricação do imunizante.

O Ministério da Saúde comentou por meio de comunicado sobre o possível efeito colateral da Síndrome de Trombose com Trombocitopenia (STT) e informou que é um evento adverso muito raro, o que significa menos de 1 caso para cada 10.000 doses administradas.
As suspeitas dos efeitos colaterais começaram em 2021, quando a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) concluiu que casos de coágulos sanguíneos que surgiram em vacinados pela AstraZeneca deveriam ser listados como efeitos colaterais “muito raros”.

Em 2023, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que produz a vacina AstraZeneca no Brasil, esclareceu que efeitos adversos como a STT são extremamente raros e possivelmente associados a fatores predisponentes (fatores de risco) individuais.

Vale destacar que a trombose, diferente da STT, é um evento comum na população. Casos de trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar ocorrem todos os anos na população geral, independentemente de qualquer vacina. Esses casos estão relacionados a outras causas ou fatores de risco, como neoplasia, obesidade, tabagismo, imobilidade prolongada (viagens longas, cirurgias etc.).

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