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sexta-feira, 19 abril, 2024

Pais: Brincadeiras ao ar livre estimulam imaginação e criatividade

Brincar ao ar livre ajuda a criança a ter uma infância feliz e saudável. Nada melhor que correr, brincar de pique e jogar bola

Por Paula Bourguignon

Muitas crianças hoje em dia preferem ficar na frente na televisão ou mesmo do celular, seja jogando ou assistindo desenho.

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Uma pesquisa realizada recentemente comprova que 84% das crianças brasileiras brincam ao ar livre por duas horas e esse tempo pode ser suficiente para que estimulem a imaginação e a criatividade, além de colocar o corpo em movimento e incentivar o desenvolvimento psicomotor infantil.

“Sou do interior. Então fui criada com muito contato com a natureza e animais Acho que isso contribuiu bastante com um desenvolvimento saudável, corpo e da mente. Tento criar meu filho sempre ao ar livre para que ele se desenvolva assim”, disse a mãe do Bernardo, de cinco anos, Rosilane Fehelberg.

Outra mãe que é a favor de passeios ao livre é Tatiane Guimarães, mãe de Maria Flor, de 5, e Henrique, de 3 anos. “Acho muito importante eles brinquem fora de casa, principalmente para a socialização. Levamos muito eles na pracinha aos finais de semana. Além disso, para que tenham um contato maior com a família e amigos. Às vezes em casa, com tantos eletrônicos à disposição, não conseguimos ter”.

Brincar sempre é uma atividade divertida e cria também afeto não apenas para as crianças, mas para os pais, educadores e demais pessoas que se envolvem na brincadeira.

A diversão é para todos, sendo uma maneira lúdica de transmitir conhecimentos, principalmente para as crianças, e de desenvolver habilidades motoras e áreas do corpo humano, como os membros superiores e inferiores.

Nestas atividades ao ar livre, a criança aprende a correr, pular, saltar, rolar, escorregar, girar, subir, descer, escalar, cair.

Cognitivo

Em uma pesquisa encomendada pela marca OMO no último ano, realizada com 12 mil pais que residem em dez países – entre eles, o Brasil –, cerca de 84% das crianças brasileiras brincam ao ar livre somente até duas horas por dia, tempo que pode ser suficiente para que elas se sintam à vontade para imaginar e inventar novos mundos, além de exercitar todos os membros do corpo, o que se encaixa no conceito de psicomotricidade, fundamental para o desenvolvimento motor infantil.

“As atividades físicas em ambientes abertos, ou seja, ao ar livre, como praias, parques e pracinhas são muito importantes pois ajudam e auxiliam tanto no desenvolvimento cognitivo das crianças, para elas trabalharem a lateralidade do corpo, a se movimentarem, exercitarem, mas também a questão lúdica, no que se refere a disciplina, espírito de trabalhar em equipe e o diálogo. Motivando a socialização de cada um deles”, explica o professor de treinamento personalizado na SoulFit Studio Boutique Cesar Agusto Brott.

Atividades lúdicas 

O estímulo das atividades lúdicas ao movimento, ao equilíbrio e à coordenação motora promove ainda:

•O desenvolvimento de habilidades motoras que auxiliam no descobrimento do próprio corpo e seus membros, contribuindo para o movimento livre e seguro;
•Melhor comunicação e expressão de ideias para colegas, familiares e educadores;
•O amadurecimento de habilidades motoras finas, que, futuramente, promovem a melhor aprendizagem da alfabetização;
•A percepção e o desenvolvimento de movimentos que sigam um ritmo, a partir de atividades que estimulam jogos em movimento e danças.

2 a 5 anos

A coordenação motora fina só se desenvolve nas crianças a partir dos 6 anos. Nesta fase, a atenção e o equilíbrio ainda são limitados. A visão e a capacidade de seguir objetos em movimento ainda não estão completamente desenvolvidos.
Portanto, as atividades indicadas são aquelas que dependem da coordenação motora mais grosseira e habilidades básicas, como correr, nadar, rolar, cambalhotas, jogar e pegar objetos de um para o outro.

6 a 9 anos

A partir dos 6 anos, a maioria das crianças já tem habilidades motoras suficientes para esportes mais organizados, com regras e em grupo. As regras deixam de ser aleatórias e centradas na própria criança. Mas ainda pode faltar a coordenação entre os olhos e as mãos, exigida em algumas atividades. É possível também que a criança ainda não consiga entender ou lembrar de todas as regras e estratégias de determinados esportes em equipe.

Sendo assim, os esportes mais adequados são aqueles que podem ter suas regras flexibilizadas e que exijam habilidades mais básicas. Incluem-se nessa lista correr, nadar, pedalar, fazer artes marciais, ginástica olímpica, dança, jogar futebol ou tênis. Esportes que precisam de tomadas de decisão rápidas, reflexos apurados e estratégia de equipe, como por exemplo, basquete, handebol e vôlei) ainda não são adequados, a não ser que sejam bastante modificados.

10 a 12 anos

Nesta fase, a maioria das crianças já consegue realizar atividades complexas, já tem boas habilidades motoras e cognitivas, inclusive para seguir estratégias de jogo, tanto individual como em equipe. Porém, o foco ainda deve ser em desenvolvimento, diversão e participação, não em competição. Vale lembrar que, neste período, muitos já podem estar na puberdade. Ou seja, isso influencia no esporte adequado, pois pode haver crianças muito maiores, mais fortes e mais pesadas do que outras da mesma idade.

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