A Geração Alpha se destaca por características como: espontaneidade, curiosidade, independência, autonomia, inteligência e hiperconectividade
Por Fabiana Vieira
O estudo das gerações tem se consolidado como um tema essencial na área de gestão de pessoas. Por meio da compreensão das características de cada geração, torna-se possível adaptar o mercado de trabalho e as empresas para obter melhores resultados na relação com seus colaboradores.
Vivemos em uma sociedade na qual a liberdade de transitar entre diversas oportunidades de trabalho tem se tornado uma característica marcante da Geração Z (formada por pessoas nascidas a partir de 1995 e marcada pelo advento da internet). Com isso, a alta rotatividade, as demissões silenciosas e o baixo engajamento são desafios constantes para as empresas.
Esse cenário decorre da dificuldade de adaptação dos modelos tradicionais de gestão às novas expectativas desses profissionais e nos faz pensar em como vamos nos preparar para receber a próxima geração: Alpha.
A geração Alpha é aquela composta por pessoas nascidas a partir de 2010, que cresceram em um mundo digital.
Algumas poucas empresas já começam a ter contato com essa geração ao contratar aprendizes a partir dos quatorze anos. Nos próximos anos, no entanto, a presença intensa da Geração Alpha no mercado de trabalho trará novos desafios e oportunidades.
A Geração Alpha se destaca por características como: espontaneidade, curiosidade, independência, autonomia, inteligência e hiperconectividade. Ela é considerada a primeira geração totalmente nativa digital.
Por outro lado, essa geração também pode apresentar desafios relacionados à ansiedade, à frustração e à necessidade de estímulos constantes para manter a concentração e o engajamento.
Diante desse cenário, as empresas precisarão repensar seus ambientes de trabalho, tornando-os mais interativos, hiperconectados e com estímulos contínuos para aprendizado e inovação.
Os modelos de treinamento deverão permitir aprendizado rápido, sob demanda e altamente dinâmico, rompendo com os formatos tradicionais de capacitação.
Além disso, acredita-se que a Geração Alpha será ainda mais impulsionada pelo propósito do que a Geração Z, já que cresceram expostos a debates sobre mudanças climáticas, diversidade e inclusão.
Isso poderá tornar essa geração menos atraída por empresas que não adotem práticas sustentáveis e valores sociais fortes.
A Geração Alpha, que cresceu exposta a vídeos curtos e mensagens instantâneas, pode ter pouca paciência para discursos longos, reuniões extensas e formatos tradicionais de comunicação corporativa, exigindo das empresas uma comunicação mais dinâmica, objetiva e colaborativa.
Ela representará um novo desafio para o mercado de trabalho, exigindo das empresas uma adaptação profunda em suas estratégias de gestão de pessoas. A hiperconectividade, a busca por propósito e a necessidade de aprendizado contínuo farão com que modelos tradicionais se tornem obsoletos, demandando ambientes mais dinâmicos, colaborativos e inovadores.
Fabiana Vieira é especialista em Recursos Humanos e vice-presidente do conselho da ABRH-ES.

