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O amanhecer pode ser melhor

Continuar no caminho da destruição ou escolher o renascimento. Esse momento é agora. E o amanhecer pode, sim, ser melhor

O amanhecer pode ser melhor

Por Luiz Fernando Schettino

Há um instante entre a noite e o dia em que o mundo parece suspenso — como se aguardasse nossa decisão: continuar no caminho da destruição ou escolher o renascimento. Esse momento é agora. E o amanhecer pode, sim, ser melhor.

Em 1996, escrevi que “usar a natureza sem destruí-la é demonstração de sensibilidade, maturidade e consciência.” Hoje, essa frase ressoa com ainda mais urgência. As mudanças climáticas não são mais uma ameaça distante — são realidade presente. E o futuro das gerações atuais e futuras depende da coragem de enfrentá-las com sabedoria, afeto e ação.

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A COP 30, que será sediada no Brasil, representa mais do que uma conferência internacional: é um chamado à responsabilidade coletiva. Que os líderes mundiais escutem as vozes que brotam da terra e da espiritualidade. Frei Paulo Pereira, Ministro Provincial dos Franciscanos no Brasil e África e ex-guardião do Convento da Penha, nos lembra que “a ecologia é expressão da fé encarnada.” Para ele, cuidar da criação é um ato de reverência, de comunhão com o divino e com os mais vulneráveis.

Renato Casagrande, governador do Espírito Santo, tem se destacado como liderança ambiental no país. À frente do Consórcio Brasil Verde, defende que “a sustentabilidade precisa estar no centro das decisões públicas.” Seu compromisso com políticas que conciliam progresso e preservação é exemplo de como a política pode ser aliada da natureza.

E há gestos que falam mais alto que discursos. No dia 04 de outubro de 2020 — Dia de São Francisco de Assis, patrono da ecologia — Pietra Casagrande Schettino e seus amigos plantaram um Jequitibá-Rosa no Convento da Penha. Não foi apenas uma árvore. Foi um manifesto. Um símbolo de esperança, de continuidade, de resistência. O Jequitibá-Rosa, árvore símbolo do Estado do Espírito Santo por lei estadual, cresce como testemunha silenciosa de que o futuro pode florescer.

 

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Que Marina Silva continue a ser a voz firme da floresta. Que Ailton Krenak nos lembre que “não há humanidade sem natureza.” Que José Carlos Carvalho e Augusto Ruschi inspirem políticas com raízes profundas e galhos que toquem o céu. Que Papa Francisco, com sua encíclica Laudato Si’, nos convoque à conversão ecológica. E que São Francisco nos ensine a amar cada criatura como irmã.

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A natureza não é cenário. É protagonista. E nós, humanos, somos apenas parte de sua narrativa. Que cada criança aprenda a plantar. Que cada jovem se torne guardião. Que cada adulto se responsabilize. Que cada idoso seja memória viva da sabedoria ecológica.

Porque o amanhecer pode ser melhor. Mas só será, se fizermos por onde.

Dedicatória
Dedico esta obra a São Francisco de Assis, cuja simplicidade e amor pela criação continuam a inspirar gerações a viverem em harmonia com a Terra.
Ao Papa Francisco, que com coragem e compaixão, nos convoca à conversão ecológica e à fraternidade universal.
À Pietra Casagrande Schettino, cuja juventude e gesto de plantar um Jequitibá-Rosa simbolizam a esperança que brota das mãos das novas gerações.
À Maria Leila Casagrande, por sua presença firme e afetuosa, que fortalece os laços entre família, fé e natureza.
A todas as pessoas que, com humildade e coragem, cuidam da natureza — seja com palavras, com ações, com silêncio ou com oração.
E dedico, com especial carinho, às crianças de hoje e de sempre: que cresçam com raízes profundas na terra e sonhos altos como as copas das árvores. Que sejam guardiãs da vida, da beleza e da esperança.

Luiz Fernando Schettino é engenheiro Florestal, professor e ativista ambiental

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