Especialista descreve benefícios da dieta mediterrânea, associada a um risco 23% menor de mortalidade por qualquer causa em mulheres
Por Mariah Friedrich
Uma pesquisa americana feita por investigadores do Brigham and Women’s Hospital, nos Estados Unidos, revelou que a dieta mediterrânea está associada a risco 23% menor de mortalidade por qualquer causa em mulheres. Em entrevista ao ES Brasil, a nutricionista Thamires Favato explica quais são os benefícios desse padrão alimentar.
ESB: Como você descreveria a dieta mediterrânea?
A Dieta Mediterrânea caracteriza-se pelo consumo abundante de frutas, vegetais, legumes, grãos integrais, peixes, azeite de oliva e nozes, além de moderação no consumo de laticínios e vinho tinto. É um padrão alimentar tradicional encontrado em regiões que circundam o Mar Mediterrâneo, como Grécia, Itália, Espanha e Portugal.
ESB: O que faz dessa dieta uma aliada na redução do risco de doenças cardiovasculares e câncer?
Ela é rica em antioxidantes, vitaminas e minerais, que ajudam a reduzir a inflamação e proteger contra doenças crônicas e câncer. O consumo regular de ácidos graxos ômega-3 provenientes de peixes gordurosos na dieta também é reconhecido por efeitos protetores sobre o coração e o cérebro. Além disso, a moderação no consumo de carne vermelha e produtos lácteos gordurosos pode ajudar a controlar o peso e reduzir risco de obesidade.

ESB: O que tem em comum com as recomendações do guia alimentar para a população brasileira?
A recomendação de consumo de vegetais, frutas e priorizar o consumo de carnes brancas como peixe e frango, uma vez que no Brasil temos a cultura da pesca e consumo desta proteína.
ESB: Por que o menor consumo de proteínas está ligado à longevidade?
O alto teor de gordura presente na carne vermelha principalmente, pode influenciar a saúde cardíaca e metabólica. A adesão das mulheres a dieta mediterrânea está ligada à redução das doenças neurodegenerativas, doenças cardiovasculares e doenças crônicas devido ao seu alto teor de antioxidantes, anti-inflamatórios, fibras e gorduras boas, que podem contribuir com a prevenção dessas doenças.

