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Mega resort de R$ 350 milhões promete revolucionar o turismo em Pancas

Empreendimento no distrito de Córrego da Prata promete impulsionar o turismo e gerar renda, com foco em sustentabilidade e lazer para visitantes e moradores

Por Erik Oakes

Um investimento de R$ 350 milhões vai movimentar o turismo do Noroeste Capixaba. O distrito de Córrego da Prata, em Pancas, conhecido como “Pratinha”, será o palco de um dos maiores empreendimentos turísticos já projetados na região: um resort com parque aquático, hotelaria, chalés, centro de convenções e uma vila turística aberta também à população local.

O lançamento oficial acontece neste sábado (8), marcando o início de um projeto que promete mudar o cenário do turismo e da economia de Pancas. A previsão é de que os R$ 350 milhões sejam investidos ao longo de 10 anos. A primeira etapa do empreendimento começa a ser construída em maio de 2026, e o parque aquático será inaugurado em dezembro de 2028.

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Segundo Júlio Sellani, diretor-executivo do empreendimento cujo nome é mantido em sigilo até o lançamento neste sábado, o projeto foi cuidadosamente planejado para conciliar lazer e sustentabilidade. “Estamos trazendo um nome que acredito que vai cair no gosto do capixaba. E as pessoas vão ter orgulho de ter este parque instalado em terras capixabas”, comentou o diretor, que deu detalhes do empreendimento.

“A área total é de 775.989 mil metros quadrados. Desse total, a área construída vai ocupar cerca de 20%”, disse Júlio.

Sustentabilidade e preservação

O motivo para o uso de apenas uma pequena parte do terreno está ligado à sustentabilidade e preservação, que são pilares no resort. “56% da área está sendo deixada para a preservação ambiental e recuperação da Mata Atlântica nativa. Encontramos três nascentes de água bem judiadas. No projeto, estamos plantando no entorno destas nascentes e preservando cerca de 30 metros para cada lado do leito dessa água”, detalhou Sellani.

A área a ser recuperada será usada futuramente para o ecoturismo. Além da restauração das nascentes, o local contará com uma usina de tratamento de recicláveis e câmaras frias para estocagem de lixo, evitando sujeira e proliferação de animais peçonhentos. “É uma área devastada que estamos assumindo para recuperação e geração de turismo e renda”, ressaltou.

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Parque Aquático já na primeira etapa

O parque aquático será a primeira fase do projeto e já nasce com atrações para toda a família. “Vamos entregar um pedaço do parque, mas já 100% funcionando. Ele terá piscina de ondas com praia de areia natural, estrategicamente projetada com um palco na lateral para shows”, conta Júlio.

Com foco nas famílias, a primeira etapa busca oferecer lazer e conforto desde o início. “Também teremos piscinas infantis, playground aquático interativo, sorveteria e restaurante”, detalhou o diretor.

Já a segunda fase do parque trará atrações mais radicais. “Depois vem a parte mais voltada para os adultos. A segunda fase, além de termos mais piscinas, entra com equipamentos mais radicais, como o Aquarace e o Aquariver, com calhas em que as pessoas usam boias”, afirmou Sellani.

O empreendimento foi estruturado em cinco etapas bienais, com um plano de evolução de 10 anos. “O parque completo será entregue em 2035. A partir da entrega da primeira etapa, iniciamos a segunda fase do parque e a primeira da hotelaria. São 550 apartamentos, chalés que já devem começar a funcionar entre dezembro de 2029 e início de 2030”, explicou.

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Comunidade terá acesso ao resort

Um dos diferenciais é a integração com a comunidade local. “O projeto Vila do Turista fica junto à entrada do parque. Quando as pessoas estacionam, elas vão passar dentro da vila, que terá conveniência, sorveteria e lojas. Ela vai atender à noite os hóspedes e também a população de Pancas. O morador pode ir lá tomar um chope. É uma praça com equipe de recreação para as crianças”, contou Sellani.

O diretor destaca que o projeto quer devolver à cidade mais do que renda. “Pensamos que um empreendimento deste porte tem que devolver mais do que emprego e renda… tem que vir formação, expansão de crescimento e lazer”, afirmou.

Ele explica que a Vila do Turista, espaço que terá cafés, restaurantes e sorveterias, se transformará em uma área de lazer diária, que receberá hóspedes e moradores de Pancas. “Normalmente os resorts não fazem isso. Vamos atender os hóspedes e a comunidade no lazer noturno”, disse.

O mega resort contará com estacionamento para 1.200 veículos e 100 ônibus, totalmente coberto por placas solares que vão gerar energia para o parque e parte da rede da cidade.

Investidores já pensam em expansão

Apesar do grande porte do empreendimento, os investidores já pensam na possível expansão após os 10 anos de investimentos e inaugurações. Com uma reserva técnica de 80 mil metros quadrados para expansão do parque aquático, o empreendimento foi pensado para crescer junto com a demanda turística do Estado. “Por enquanto, vamos concentrar em entregar o parque. A expectativa é que as pessoas usufruam logo”, pontuou Sellani.

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