Podcast Destino ES recebeu o empresário Valdeir Nunes para falar da nova fase do empreendimento, que se tornará um resort, e sobre o futuro do turismo nas Montanhas Capixabas
Por Thamiris Guidoni
Já pensou em se hospedar no primeiro resort do Espírito Santo? Localizado em Domingos Martins, o China Park vive um novo momento. O tradicional hotel fazenda, que marcou gerações de capixabas, agora dá um passo histórico e se transforma em China Park Eco Resort, o primeiro resort reconhecido do Estado.
Para falar sobre essa virada de chave, o podcast Destino ES recebeu Valdeir Nunes, proprietário do empreendimento e presidente do Conselho Estadual de Turismo (CONTURES), que contou como o antigo pesque-pague familiar se tornou um dos maiores complexos de lazer do país.
“Muita gente pensa que começamos grandes, mas não foi assim. A área onde hoje está o China Park era um sítio da família, adquirido em 1994. Em 97 montamos um pesque-pague e, quando as pessoas começaram a querer passar o fim de semana por lá, construímos quatro chalés. Foi assim que tudo começou”, relembra Valdeir.
A virada de chave
Com quase três décadas de história, o China Park cresceu junto com o turismo das Montanhas Capixabas. Mas a ambição de elevar o padrão do empreendimento surgiu depois da Copa do Mundo de 2014, quando o local foi credenciado pela FIFA como centro de treinamento oficial.
“Aquele foi o ponto de virada. Recebemos delegações de sete países, e o Brasil inteiro ficou sabendo do China Park. A partir dali começamos a planejar o resort que está se concretizando agora”, explica o empresário.
Hoje, o complexo conta com mais de 1,2 milhão de metros quadrados de área, sendo 400 mil destinados à estrutura hoteleira. São 250 apartamentos e chalés, dois restaurantes, spa, academia com mais de 200 m², salão de eventos, agência de turismo e 35 atrações de lazer, de trilhas e tirolesas a áreas de recreação infantil e esportes.
“O resort é um conceito. É ter tudo em um só lugar. O hóspede chega e pode ficar sete, dez ou até doze dias sem repetir a programação. Hoje o China Park oferece essa experiência”, destaca.
Investimento e sustentabilidade
O empresário explica que o projeto de transformação foi construído ao longo de uma década, com investimento contínuo em modernização e sustentabilidade. O novo resort contará com usina fotovoltaica, ações de preservação ambiental e práticas de turismo responsável. “Não é só colocar o nome ‘resort'”.
Para ser reconhecido oficialmente, é preciso seguir as normas da Associação Brasileira de Resorts. Estamos sendo auditados e aprovados dentro desses critérios, que incluem sustentabilidade, atendimento e infraestrutura completa”, reforça.
O China Park se tornou um destino de família. Muitos visitantes voltam com filhos e netos para reviver memórias e criar novas histórias.
“O China Park conecta gerações. Muita gente me diz: ‘Passei minha lua de mel aqui e hoje trago meus filhos’. Isso é o que nos move. Nosso público é a família, e tudo é pensado para ela, das acomodações às atividades”, conta o empresário.
O resort vai oferecer pacotes com pensão completa (com exceção de bebidas alcoólicas) e mantém funcionamento diário, sem pausas durante o ano. As festas de Natal e Réveillon já estão confirmadas, com programação voltada ao público familiar, shows e queima de fogos.
Com mais de 25 anos de atuação, o China Park é um empreendimento 100% capixaba e hoje referência nacional em turismo de montanha. Além de comandar o resort, Valdeir Nunes também atua no Contures e defende o crescimento integrado da região.
“Nós não fazemos propaganda só do China Park. Fazemos da região de Pedra Azul e de Domingos Martins. Quando a região cresce, todos crescem juntos”, afirma.
O empresário também destacou o impacto positivo do Aeroporto das Montanhas: governo libera desapropriações, que deve fortalecer o fluxo turístico na região.
“O aeroporto vai trazer visibilidade e facilitar o acesso. Pedra Azul é uma das regiões mais bonitas do Brasil e merece ser conhecida por todos”.
Entre risadas e histórias, Valdeir revela o que considera seu maior legado: a continuidade do negócio dentro da própria família.
“Hoje quem toca o China Park são meus filhos. Eles estão à frente do dia a dia e me deixam tranquilo para trabalhar pelo turismo do Espírito Santo. O que me deixa mais feliz é saber que o projeto tem continuidade”, conclui.

