Projeto vai reunir história, cultura e tecnologia em espaço interativo no entorno do aeroporto, com proposta de experiências imersivas e educativas; investimento é de R$ 17 milhões
Por Thamiris Guidoni
Vitória se prepara para receber um marco cultural inédito: o Museu da Identidade Capixaba (MIC), espaço dedicado à valorização da história, da cultura e das transformações sociais do Espírito Santo. Com proposta contemporânea, interativa e imersiva, o projeto será apresentado com a Pedra Fundamental, que marca o início da construção do primeiro museu do Estado voltado à identidade capixaba.
O projeto é do Instituto Modus Vivendi e conta com apoio do Governo do Estado, empresas e instituições culturais, viabilizado por recursos próprios e pela Lei Rouanet. Cerca de 70% dos R$ 17 milhões previstos já foram captados.
“Quem somos, de onde viemos e como nos reconhecemos? Com essas perguntas nasceu o MIC. Ele chega para documentar e materializar a história do capixaba, para divulgar sua identidade. O Museu vai mostrar a pluralidade como uma das nossas principais características, demonstrar de forma imersiva e documental tudo sobre nossos costumes, nossas memórias, nosso patrimônio e, principalmente, aguçar o nosso pertencimento. Vamos conectar tradição, tecnologia e educação em uma experiência única para moradores e visitantes”, diz a presidente do Instituto Modus Vivendi, Erika Kunkel.
Localizado no entorno do Aeroporto de Vitória, o espaço também terá vocação turística.
“Ter um museu integrado ao complexo aeroportuário, reforça nossa contribuição com o desenvolvimento regional, amplia a atratividade turística e oferece aos visitantes uma nova forma de conexão com a cultura capixaba logo na chegada ao destino”, destaca Ricardo Gesse, CEO da Zurich Airport Brasil.
Memória e identidade capixaba

O MIC reunirá patrimônios materiais e imateriais do Espírito Santo, como o Palácio Anchieta, a Capela de Santa Luzia, a Igreja dos Reis Magos e o Santuário de Anchieta. Também dará destaque a manifestações culturais como congo e jongo, além da gastronomia típica, como moqueca e socol.
“O MIC surge como importante parceiro do Arquivo Público do Estado, ampliando as possibilidades de integração entre documentação, pesquisa, educação e difusão cultural, fortalecendo ainda mais as ações de preservação da memória e valorização da diversidade que caracteriza o povo capixaba, oferecendo um espaço vivo de conhecimento, reflexão e pertencimento”, disse o diretor-geral do Arquivo Público do Espírito Santo, Cilmar Franceschetto.
Representantes de instituições históricas também destacam a importância do projeto para a preservação da memória capixaba e para a valorização das diferentes matrizes culturais que formam o Estado.
“O Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha sente-se honrado em participar desse magnifico projeto e acreditamos que vem preencher uma lacuna importante de nossa cultura mostrando como as diversas etnias e povos imigrantes construíram esse estado próspero e maravilhoso de se viver”, reforçam Luiz Paulo Rangel e Manoel Goes Neto.

O museu contará com arena imersiva, espaços expositivos, área educativa, cafeteria, loja e recursos de acessibilidade, além de tecnologias como projeções e realidade aumentada. Também terá o personagem infantil Capixabinha.
“Pensamos o Museu da Identidade Capixaba como um espaço de encontro, aprendizagem e pertencimento. Para além de um edifício, foi concebido para proporcionar experiência cultural acessível e imersiva, com espaços para exposições permanentes e temporárias, espaços educativos e ambientes preparados para oferecer diferentes formas de vivenciar a identidade capixaba”, afirma a arquiteta Renata la Rocca.
Com inauguração prevista para 2029, o MIC deve receber cerca de 200 mil visitantes por ano e terá ações educativas com escolas e universidades.

