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domingo, 28 novembro, 2021

Medidas de distanciamento social podem durar até 2022, segundo pesquisa

Segundo estudo publicado na revista científica Science, caso não haja vacina, medidas de distanciamento social serão prolongadas ou intercaladas

É possível que as medidas de isolamento social se prolongue, segundo estudo liderado por cientistas da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, divulgado no dia 14 de maio, na revista científica Science.

De acordo com a pesquisa, caso não haja alguma vacina ou um tratamento aprimorado até 2022, medidas de distanciamento social prolongadas ou intercaladas deverão ser tomadas para a contenção da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2).

Para chegar ao resultado, os cientistas usaram dados sobre a Covid-19 e doenças causadas pela família coronaviridae. Desta forma, as expectativas de alguns governos, como dos Estados Unidos, de que a pandemia seria controlada ainda este ano foi descartada.

Outro fator que os pesquisadores levaram em consideração é o fato ainda não estar claro para os médicos se é possível que haja uma reinfecção pelo vírus. Com isso, a estimativa para o avanço da Covid-19 se estendeu para até 2025.

Não é hora de relaxar

As medidas de proteção deverão prosseguir enquanto durar a epidemia. Segundo o médico infectologista, certificado pelo Instituto de Infectologia Emilio Ribas, Eduardo Pandini, as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas em outros países funcionam para controlar a disseminação do vírus, desde que as pessoas as obedeçam.

“Só que elas não podem durar para sempre, então a tendência dos países europeus foi implementar restrições muito duras por um período e reduzir muito a velocidade de disseminação da doença, e depois ir reabrindo as atividades aos poucos, devagar e de forma controlada. Por isso existe a possibilidade de que algumas das medidas restritivas (não todas) se mantenham até 2021 ou 2022, na pior das hipóteses. Mas é importante ressaltar que essa reabertura gradual na Europa e na Ásia está sendo possível porque as medidas duras que eles implementaram no começo foram eficazes em conter o aumento no número de casos. No Brasil, ainda não é hora de reabrir as atividades porque estamos na fase de aumento rápido no número de casos. Quando a quantidade de casos novos começar a diminuir, poderemos reabrir aos poucos e de forma segura”, diz o médico.

Pandini afirma que em caso de descoberta de uma vacina ou um medicamento que ajude a curar os sintomas, é possível que as pessoas precisem continuar com as medidas de distanciamento social por um tempo até o vírus parar de circular entre a população.

“Produzir uma vacina e distribuir para todo país demora um tempo, não vai ser instantâneo. O mesmo vale para um medicamento. Quanto mais casos tivermos, mais remédios ou vacinas teremos que distribuir, tornando o processo mais caro e demorado”, finalizou o infectologista.

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