CDL Vitória afirma que o comércio físico segue predominante, enquanto o e-commerce representa entre 12% e 15% das vendas
Por Letícia Arcanjo
As lojas físicas continuam sendo o principal canal de compras dos consumidores no Espírito Santo, mesmo com o avanço do comércio eletrônico. Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Vitória (CDL Vitória), Rogério Alcântara, o e-commerce responde atualmente por cerca de 12% a 15% das vendas no Estado, percentual que varia conforme o segmento.
“Existe uma grande predominância do comércio físico. Mas o nosso consumidor alterou um pouco suas características. Mesmo querendo adquirir o produto numa loja física, ele pesquisa antes pelo meio digital”, afirma Alcântara.
Segundo o presidente da CDL Vitória, a principal mudança está na jornada de compra. Ele explica que antes de ir até uma loja, muitos consumidores pesquisam nas redes sociais, consultam avaliações de outros clientes, visitam sites e utilizam plataformas de comparação de preços para encontrar as melhores ofertas.
“O consumidor vai no Instagram, no Facebook, nas redes sociais, nos sites e usa aqueles sites de comparação de preço, porque quer chegar a um ponto onde possa consumir um produto bom com um preço justo e tentar comprar no menor preço possível”, ressalta.
O comportamento observado no Espírito Santo acompanha uma tendência nacional. Um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que, embora os consumidores utilizem cada vez mais ferramentas digitais durante a jornada de compra, 82% ainda realizam compras em lojas físicas.
Enquanto o varejo presencial segue predominante, o comércio eletrônico mantém ritmo acelerado de crescimento. Dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-ES) mostram que o faturamento das empresas capixabas participantes do Compete E-commerce passou de R$ 30,5 bilhões em 2024 para R$ 44 bilhões em 2025, um avanço de aproximadamente 44%.
A arrecadação de ICMS dessas empresas também cresceu, passando de R$ 533 milhões para R$ 651,2 milhões, alta de 22,14%. Além disso, o número de participantes do programa aumentou de 726 para 741 empresas.

Presença digital
Para Alcântara, esse cenário reforça que a presença no ambiente digital deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para o varejo. “O consumidor está pesquisando mais, buscando mais conhecimento sobre aquilo que quer adquirir. E nós, comerciantes, temos que saber tanto quanto ou mais do que o nosso cliente”, afirma.
Na avaliação do presidente da CDL Vitória, o desafio dos lojistas é integrar os canais físico e digital para atender um consumidor cada vez mais conectado. “Hoje, a compra pode até acontecer na loja, mas, muitas vezes, a decisão começa na internet.

