José Rodrigues Sette

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Capixaba por adoção e escolha, Sette inseriu seu nome na história do Espírito Santo

Fernando Zardini Antônio, procurador-geral de Justiça, ressaltou na publicação “Memorial do Ministério Público do Estado Espírito Santo” que “as pessoas, assim como as instituições, têm no registro de sua história a forma mais simples e segura de marcar a sua existência ao longo do tempo, deixando para a posteridade os acontecimentos, as outras pessoas, as vicissitudes e os episódios que foram relevantes para a consolidação da construção de sua caminhada existencial”.

Nesse contexto se insere o nome de José Rodrigues Sette, um pernambucano que, a exemplo de outras personalidades, migrou para o Espírito Santo desenvolvendo na terra capixaba seu indiscutível talento, com destaque no campo da Justiça. Formado em Direito pela Universidade de Pernambuco, o personagem desta edição, nascido no Cabo de Santo

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Agostinho, ganhou projeção em nosso Estado como jurista e como político. E foi muito além disso. Como praticamente todos os cidadãos oriundos de outros estados brasileiros, assumiu de corpo e alma a cidadania capixaba, tornando-se um dos nossos e atuando nas várias frentes do Direito e da política local.

Nascido no dia 22 de maio de 1885, filho de dois professores, Eugênio Rodrigues Sette e Liberata de Paula Rodrigues Sette, ele formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Recife em 1908.

Registros do Ministério Público assinalam que o início de sua carreira se deu no campo do Direito, como promotor público em Pernambuco. Pouco tempo decorrido, em 1912, veio para o Espírito Santo, designado que fora promotor público da Comarca de Colatina.

Antes de ser atraído pela prática política, atuou como advogado, delegado auxiliar e jornalista. Em 1918, foi convidado para ser diretor da Instrução Pública, no governo de Bernardino Monteiro (23/05/1916 a 23/05/1920).

José Rodrigues Sette
22/05/1885 a 02/11/1957

Homens de sua estirpe, no entanto, não ficam indiferentes quando há um chamamento cívico destinado a doar-se, com o que deles se espera para o melhor futuro do Estado e das gentes que os acolheram.

Elegeu-se deputado estadual, sem impedimento para ocupar a Secretaria do Interior, e, posteriormente, a Procuradoria-Geral do Estado nos períodos de 28/01/43 a 17/11/44; 30/12/51 a 28/05/52; e 08/10/52 a 01/02/55.

Designado interventor federal no Estado, ocupou esse cargo do dia 27 de outubro até novembro de 1947, quando, em eleições indiretas, realizadas no dia 30 de novembro, conquistou a cadeira de vice-governador do Estado, posto exercido até 1951.

Como educador, foi professor e diretor da Faculdade de Direito do Espírito Santo (1937-1943), professor secundário do Colégio Estadual de Vitória e secretário da Educação e Saúde (governos de Otávio Lengruber e Aristides Campos).

José Rodrigues Sette se casou com Silvia Lindenberg, em cerimônia realizada no dia 2 de dezembro de 1916, companheira interessada e atuante em casa e além dela.

A memória do eminente homem público, um pernambucano que se entregou totalmente aos interesses do Espírito Santo e do povo capixaba, foi perpetuada com seu nome batizando importante via pública em Cariacica, com começo no trevo de Alto Lage, Itacibá, Santana e Tucum até o início da sede, mais conhecida como Cariacica Velha, além de outra rua, no Centro de Vitória. Faleceu aos 72 anos, em 2 de novembro de 1957.

Copidesque: Rubens Pontes.


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