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quinta-feira, 11 agosto, 2022

JOSÉ
EUGÊNIO
VIEIRA

Endereço da História: Celso Calmon Nogueira da Gama

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Ocupou a mais alta magistratura como chefe do Executivo, dirigiu a Faculdade de Direito do Espírito Santo e foi eleito presidente do Instituto Histórico e Geográfico do estado

A Rua Celso Calmon, na Praia do Canto, uma das vias mais bucólicas e charmosas do bairro, recebeu esse nome em homenagem a Celso Calmon Nogueira da Gama, filho do Coronel Augusto Calmon Nogueira da Gama com Domitilla de Alvarenga Nogueira da Gama.
Segundo a História, Celso Calmon nasceu no município de Linhares, no norte do Espírito Santo, no dia 22 de outubro de 1883.

Quando criança, cursou o ensino primário no Espírito Santo onde também iniciou o ensino secundário. Mais tarde, prosseguiu seus estudos no Colégio São Vicente de Paulo, na capital do Rio de Janeiro, e também frequentou o Secundário no Colégio Salesiano de Niterói, no qual estudou o curso Humanidades. Ainda no Rio de Janeiro, passou pelo Seminário do Rio Comprido e pelo Colégio Alfredo Gomes.

Foi também naquela cidade que cursou Ciências Judiciárias e Sociais, na Faculdade Nacional de Direito (atual UFRJ). Ao concluir o curso, passou a fazer “parte do Ministério Público, exercendo a função de promotor da Comarca”. Agora, novamente no Espírito Santo, especificamente em Itapemirim, exerceu o mesmo cargo até o ano de 1910.
Logo depois, transferiu residência outra vez para o Rio de Janeiro, então capital da República, onde passou a advogar.

Buscando novos horizontes de trabalho, em 1917 ingressou na Magistratura do Estado de Goiás, “onde assumiu o cargo de juiz nas Comarcas de Pouso Alto e de Santa Rita da Paraíba, onde permaneceu até o ano de 1925”.

Celso Calmon Nogueira da Gama – Foto: Divulgação

No mesmo ano, passou a chefe de polícia, cargo que manteve até julho de 1927. Após essa data, foi nomeado para o cargo de desembargador no Superior Tribunal de Justiça de Goiás, fixando-se no cargo até o ano de 1930.

Regressou mais uma vez ao Espírito Santo nesse mesmo ano de 1930, “onde voltou a advogar e exerceu cargos públicos, entre eles o de juiz substituto”.
Entre 1934 e 1935 exerceu o cargo de chefe de polícia. No período de maio de 1935 a janeiro de 1936, foi procurar-geral do Espírito Santo e, entre 15 de janeiro de 1936 e 22 de janeiro de 1943, secretário do Interior e Justiça.

Com a intervenção militar instalada no país em 1930, foi indicado como Interventor substituto no Espírito Santo. Entre 1937 e 1943, por várias vezes exerceu a interventoria, substituindo João Punaro Bley. Chegou a ocupar, portanto, a mais alta magistratura como chefe do Executivo.

Além de também ter dirigido a Faculdade de Direito do Espírito Santo, Celso Calmon foi eleito presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo para o biênio 1941-1943, ano em que encerrou sua carreira pública, após tantas e importantes contribuições à sociedade capixaba. Faleceu em Vitória no dia 13 de abril de 1944, aos 61 anos de idade.

 


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