“Trabalho sustentável é aquele que vai conseguir equilibrar as necessidades da empresa e dos negócios com o bem-estar das pessoas”, afirma Neidy Christo, presidente da ABRH-ES
Por Kikina Sessa
O ESG, sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança), se refere a um conjunto de práticas que avaliam o desempenho de uma empresa em termos de sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e boa governança.
Embora o ESG esteja mais presente na pauta das corporações com mais de 500 colaboradores, especialistas da área preveem que é uma questão de tempo para que qualquer empresa, independentemente do tamanho, adote práticas de ESG.
Perguntas como “de que forma vocês cuidam de seus funcionários?”; “têm diversidade e equidade de gênero na companhia?”; e “possuem iniciativas de sustentabilidade e boas práticas na gestão do negócio?” vão fazer parte do processo de análise de um novo fornecedor, por exemplo.
Transformações

“O ESG tem provocado transformações significativas nos processos de recrutamento e seleção. As empresas que adotam práticas alinhadas a esse pilar, por exemplo, têm priorizado competências não apenas técnicas, mas também os valores éticos do candidato. As organizações que são comprometidas estão mais ligadas ao tema e compreendem melhor como construir equipes com diversidade, mais plurais e conscientes”, comenta a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-ES), Neidy Christo.
E o que é uma relação de trabalho sustentável? Na opinião da presidente da ABRH-ES, “um trabalho sustentável é aquele que vai conseguir equilibrar as necessidades da empresa e dos negócios com o bem-estar das pessoas. Isso é fato”.
Ela cita como exemplos, uma jornada de trabalho digna, flexível; a promoção de saúde mental; garantia de igualdade de oportunidade de crescimento para as pessoas; adotar políticas que sejam claras dentro da empresa; políticas voltadas ao combate de assédios e discriminação.
A ausência de uma agenda sustentável pode comprometer a competitividade das organizações, tanto para reter talentos como para atrair investidores, e até mesmo os consumidores, alerta a especialista.
“Mudar valores organizacionais exige revisão de processo, capacitação contínua e, principalmente, uma liderança comprometida. Também é preciso ter um diálogo mais aberto, uma escuta mais ativa, porque quando a gente quer incorporar novos princípios é preciso abrir espaço para conversas. É preciso criar ambientes psicologicamente seguros, porque sem isso é bastante difícil fazer algum tipo de transformação nas empresas”, disse Neidy Christo.

