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Mais de um terço da população ocupada no ES recebe até 2 salários mínimos

Censo 2022, sobre Trabalho e Rendimento, apontou que 34,6% dos trabalhadores no Espírito Santo recebiam até dois salários mínimos

Por Kikina Sessa

O IBGE divulgou nesta quinta-feira (09) o módulo do Censo 2022 sobre Trabalho e Rendimento, trazendo indicadores como o nível de ocupação, o rendimento de todos os trabalhos e a escolaridade da população ocupada no Brasil, Unidades da Federação e municípios.

No Espírito Santo, mais de um terço da população ocupada ganhava de um a dois salários mínimos em 2022, o equivalente a 34,6%.  Os dados revelaram também que apenas 6,7% da população possuía rendimentos superiores a cinco salários mínimos. Considerando o rendimento nominal médio mensal de todos os trabalhos, em 2022, as pessoas ocupadas no Espírito Santo (R$ 2.718,00) recebiam 95,3% do correspondente à média nacional (R$ 2.850,64).

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Vitória, Vila Velha e João Neiva são os únicos municípios que registraram rendimento médio mensal de todos os trabalhos acima da média estadual. O recorte por municípios indicou que havia 75 deles com resultados de rendimento nominal médio mensal de todos os trabalhos abaixo da média estadual, e somente três delas acima de R$ 2.718,00.

Os três municípios que tinham os menores rendimentos médios de trabalho eram: Ponto Belo (R$ 1.476,69), Divino de São Lourenço (R$ 1.547,95) e Ibitirama (R$ 1.609,54). Por outro lado, os municípios que registraram os maiores rendimentos médios foram Vitória (R$ 5.242,06), Vila Velha (R$ 3.665,20) e João Neiva (R$ 2.738,51).

A reconhecida diferença entre sexos no quesito rendimento do trabalho permaneceu presente em 2022, com o rendimento nominal médio mensal de todos os trabalhos da população ocupada masculina (R$ 3.011,85) superando em 29,0% o das mulheres nesta condição (R$ 2.334,99)

Já o nível de ocupação foi de 56,8%, o nono maior entre as 26 unidades da Federação, considerando as pessoas de 14 anos ou mais de idade, que é a faixa de idade tradicionalmente utilizada em comparações internacionais e nas pesquisas conjunturais realizadas nacionalmente.

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Em relação aos municípios, Domingos Martins (68,0%), Santa Maria de Jetibá (67,6%) e Irupi (66,1%) foram os três que registraram os níveis mais elevados de ocupação. Por outro lado, Água Doce do Norte (43,1%), Vila Pavão (45,2%) e Ponto Belo (45,9%) apresentaram os menores percentuais de ocupados de 14 anos ou mais de idade sobre o total da população de mesmo recorte etário.

Ainda em relação ao nível de ocupação, a reconhecida diferença entre sexos permaneceu nítida em 2022, com percentuais de 66,3% para os homens e 48,1% para as mulheres no Estado.

Por outro lado, as mulheres apresentam escolaridade mais elevada que os homens, entre as pessoas ocupadas. Enquanto 27,7% das mulheres ocupadas possuíam o nível superior completo no Censo 2022, para os homens este percentual alcançava 16,1%. Por outro lado, 45,2% dos homens ocupados não possuíam o ensino médio completo, enquanto para o caso das mulheres, este percentual era de 32,0%. Em relação à categoria de mais baixa instrução – sem instrução e fundamental incompleto – a representatividade masculina (27,3%) também foi superior à feminina (18,3%) em 2022.

Transportes

O Censo Demográfico 2022 mostra que a maioria da população ocupada no Brasil (88,4% ou 76,6 milhões de pessoas) trabalha no próprio município de residência e a maior parte (71,4% ou 61,9 milhões) desse grupo o faz fora da sua moradia, enquanto 16,9% (14,7 milhões) do pessoal ocupado trabalha em casa. O automóvel (32,3%) é o meio de transporte mais utilizado pelas pessoas no deslocamento para o trabalho. Entre os estudantes, os cursos de Ensino Superior concentram a maior parte dos alunos que residem em município diferente daquele onde fica a instituição de ensino que frequentam. 

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O Censo 2022, de modo inédito, investigou o meio de transporte que a população do Brasil passa mais tempo no deslocamento para o trabalho. A pesquisa revela que há um predomínio do uso de automóvel (32,3%), ônibus (21,4%) e motocicleta (16,4%), além da locomoção a pé (17,8%), como meios de transporte, representando 87,9% do deslocamento para trabalho no país. Em valores absolutos, 48,9 milhões de pessoas usam esses meios de transporte motorizados: 22,6 milhões de pessoas, o automóvel; 14,9 milhões, o ônibus; e 11,4 milhões, a motocicleta. 

Chama atenção o alto número de deslocamentos a pé, feitos por 12,4 milhões de pessoas (17,8%), e por bicicleta, realizados por 4,4 milhões de pessoas (6,2%), o que revela um padrão de deslocamento significativo da população brasileira. Outro aspecto relevante foi o baixo percentual de pessoas que se deslocam em meios de transporte de alta capacidade, como trem ou metrô, com apenas 1,6% dos deslocamentos (1,1 milhão de pessoas), uma proporção próxima de van, perua e assemelhados, utilizados por 945 mil pessoas (1,4%).

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