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terça-feira, 7 dezembro, 2021

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Vamos entrar em 2021, no mínimo, com boas expectativas, pois estamos na eminência de vacinar todo o nosso povo contra esta terrível moléstia

Por Vaner Corrêa

Entramos no processo pandêmico como um Estado que necessitava de inúmeras reformas, deste modo, antes da pandemia já amargávamos um grande crescimento da dívida interna em relação ao nosso PIB. Portanto, antes de sermos pegos pelo processo pandêmico, deveríamos ter acelerado várias reformas do estado brasileiro a exemplo da previdenciária, mas o nosso presidencialismo foi incapaz de levar a frente outras reformas, como por exemplo a fiscal, e durante todo o ano de 2019 patinamos e não saímos do lugar.

Por sua vez, o processo pandêmico, além de evidenciar vários defeitos estruturais de nossa economia, também mostrou o profundo desequilíbrio das contas públicas, a nossa reduzida capacidade de investimento e uma possibilidade real de voltarmos a ter um perverso processo inflacionário nos moldes dos anos 1980, do século XX.

Entretanto, em que pese todas as dificuldades das contas públicas, fomos capazes de financiar de forma emergencial os mais vulneráveis, e, com isto, criamos um processo interno que foi capaz de ajudar na recuperação econômica, ainda que tímida, já no terceiro trimestre. Portanto, apesar de todas as dificuldades, o Estado respondeu bem a este momento de crise.

Vamos entrar em 2021, no mínimo, com boas expectativas, pois estamos na eminência de vacinar todo o nosso povo contra esta terrível moléstia. Então, se entramos em 2020 com baixíssima expectativa de crescimento, ou nenhuma expectativa, em face do esmagamento que a Covid-19 fez com a economia, mas mesmo assim, já no terceiro trimestre tivemos um crescimento. Assim sendo, é fácil imaginar o que será o ano de 2021, pois entraremos com a melhor expectativa possível, sobremodo em face da vacinação em massa.

Por fim, não tenho dúvidas de que a economia responderá aos estímulos já criados em 2020 e os que serão criados em 2021. Quanto ao auxílio emergencial, penso que não se deve extingui-lo de uma vez. A sua extinção deverá ser um lento processo de desmame, na medida que a economia responder com mais oferta de empregos se faz a extinção.

Precisamos mais do que nunca, em 2021, de um Estado com características marxistas no tocante à crítica ao modo de produção e de um Estado Keynesiano que induza o setor privado a investir.

Vaner Corrêa é economista e conselheiro do Corecon-ES

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