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Feirão Limpa Nome: seis passos antes de renegociar!

 

“Se a crise está afetando as finanças da família, recomendo que não busque agora esses feirões, pois possivelmente não conseguirá honrar com os compromissos.”, diz especialista

A falta de educação financeira tem levado muitos brasileiros ao endividamento e inadimplência. Ponto importante é que com a crise financeira gerada pela Covid-19, muitas empresas estão abertas para negociar as dívidas, principalmente de forma online, são os famosos Feirões Limpa Nome.

Mas antes de ir para a etapa de negociações é importante que o consumidor conheça seus números e faça uma faxina financeira. Afinal, apenas com uma mudança comportamental é possível sair dessa situação de forma definitiva.

“Se a crise está afetando as finanças da família, recomendo que não busque agora esses feirões, pois possivelmente não conseguirá honrar com os compromissos. Este momento é de sobrevivências para essas famílias, depois pode ajustar o nome”, alerta o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos.

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O especialista, que é autor do livro “Nome sujo pode ser a solução”, elaborou algumas orientações para as pessoas antes de negocias as dívidas:

  • Primeiro entenda que você terá que repensar na vida financeira de toda família para poder pagar a dívida, caso contrário será apenas um paliativo;
  • Fazer um diagnóstico financeiro, ou seja, saber exatamente quais são seus ganhos e gastos mensais. Com os números em mãos, elimine despesas supérfluas ou desnecessárias;
  • Colocar na ponta do lápis todas as dívidas que possuir;
  • Destacar as de produtos e serviços essenciais – como energia elétrica, água e moradia – e as de maior incidência de juros – como cheque especial e cartão de crédito. Esses pagamentos devem ser prioridade;
  • Vá para a negociação apenas quando souber o quanto terá disponível mensalmente para pagar;
  • Se tiver reservas financeiras para quitar as dívidas, negocie para obter bons descontos. Se não conseguir, poupe mensalmente e as rendas extras, como o 13º salário, para voltar a negociar em breve.

“Esses passos são extremamente necessários, pois só se deve buscar a renegociação de dívidas quando tiver condições de pagar, ou seja, após conhecer as suas finanças e se planejar. Um passo precipitado pode até piorar a situação”, orienta Domingos.

O educador financeiro complementa, explicando que o consumo consciente é a chave para a diminuição do endividamento e, consequentemente, da inadimplência. De nada adiantará participar desses eventos sem uma mudança de comportamento. “As pessoas precisam parar e se fazer algumas perguntas, antes de sair abrindo a carteira. Isso faz parte de ser educado financeiramente”, finaliza.

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