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terça-feira, 16 agosto, 2022

Fazendo a limonada

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Por Joe Conti

Alguém já disse que a derrota não é a pior coisa que pode acontecer em uma disputa, mas o que você vai fazer com ela, aí sim, é que pode ser a verdadeira tragédia.
Boa parte das pessoas quando sofrem uma derrota, é como se seu mundo inteiro desabasse sobre sua cabeça. Essas pessoas levam tempo para se recuperar. Como esquecer o 7 x 1?

Mas há outras pessoas que ao sofrer uma derrota, buscam entender os motivos e principalmente solucioná-los para que, na próxima batalha, não sejam derrotados novamente pelo mesmo motivo.

Que a legislação eleitoral brasileira é um emaranhado de leis feitas exclusivamente para manter tudo igual, mesmo que alguém queira mudar, isso todos sabemos. O exemplo claro é que dos 513 deputados da Câmara Federal, apenas 28 deputados, de fato foram eleitos com seus votos. Os demais 485 deputados só foram eleitos devido aos votos de outros candidatos que foram somados aos seus votos. Só a velhinha de Taubaté acredita que nossos deputados querem mudar isso?

Voltando a derrota, o mais incrível é que nos últimos 20 anos, a luta dos deputados tem sido pela transparência do voto. A maioria, sim quase todos que votaram NÃO, em recentes ocasiões (as mídias mostram isso), haviam declarado sua preferência pela transparência do voto e pelas urnas com impressoras. Então, por que votaram NÃO? Ou visto de outra forma: Qual é a grande lição dessa votação da PEC 135/19?

É que agora nós, eleitores, sabemos quem tem “rabo preso” e quem não tem. Quem está na coleira do STF e quem não está. Quem quer ser honesto e sério, ou quem é volúvel, leviano e inconsequente.

Podemos e vamos transformar esse país pelo voto, mas até hoje, tínhamos muitas dificuldades para diferenciar o joio do trigo. Eles são muito semelhantes enquanto crescem, por isso Jesus só deixou arrancar o joio na hora da colheita. Nossa colheita é na hora da eleição. No ES, hoje sabemos que não podemos votar no Helder Salomão nem em Felipe Rigoni. Simples assim.

Tenho certeza de que eles terão uma desculpa pela covardia, mas nós, os eleitores, saberemos valorizar nosso voto. É um processo lento, mas eficaz. Quem sabe se breve aprendemos a fazer até uma limonada suíça?

Joe Conti ([email protected]) é engenheiro, consultor, empresário e escritor.

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