Executivos “analógicos” perdem espaço no mercado

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Além de interagir com as novas tecnologias, existem outras habilidades fundamentais que um bom líder precisa desenvolver

Essa realidade foi mostrada em uma matéria publicada recentemente no Estadão. E como ficou constatado, 78% dos líderes não têm noção digital. Por conta desses resultados muitas empresas estão conduzindo mudanças aceleradas dentro de sua estrutura organizacional, buscando não ficar para trás em relação às mudanças do mercado de trabalho. Inclusive e, principalmente, na esfera de tomada de decisão.

A solução? Para muitas empresas – mesmo as familiares – será atualizar e até substituir, se necessário, os seus executivos por profissionais mais preparados para a realidade da transformação digital. E isso é para já! Não há tempo a perder.

A habilidade de entender as transformações digitais é importantíssima para os novos executivos, mas não é a única. Lógico que saber transitar no mundo digital é essencial, e ter capacidades para a tomada de decisão, de avaliação do quadro do mercado, de liderança, entre outras, também são necessárias. E desenvolvê-las nos seus gestores é fundamental para qualquer empresa.

Um executivo, por exemplo, que entenda e saiba utilizar as transformações digitais a favor de sua equipe e do negócio, porém não exerce a função básica da liderança que é a tomada de decisões e indicação dos caminhos, não vai suprir as necessidades das empresas, de uma equipe vigorosa e eficiente, pois o conjunto das habilidades necessárias para isso estará ausente.

Um dos grandes desafios atualmente é desenvolver plenamente essas capacidades. Especialmente no jovem, que com as facilidades da tecnologia, tem tudo à mão e perdeu a perspectiva de futuro e a importância das relações pessoais para construção de organizações fortes.

Os novos gestores de empresas, profissionais liberais e políticos estão chegando ao mercado com a musculatura emocional frágil para o tamanho dos desafios, o que reflete na pujança das mesmas, na velocidade de ação e na tomada de decisões firmes, que confiram longevidade e segurança para a prosperidade mesmo em cenários competitivos e internacionalizados como se desenha o futuro brasileiro traçado pelo Governo Federal, por meio do acordo com a Comunidade Europeia, com Estados Unidos, Israel e a pretensão de entrada na OCDE. Não existem fronteiras para os líderes, mas é preciso estar preparado para liderar e conquistar os espaços neste mercado.


Juliana Prado Costa é engenheira e diretora da MasterMind Vitória.

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