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quarta-feira, 17 agosto, 2022

ES: Indústria cresce 3,6% nos primeiros meses de 2022

O resultado do Espírito Santo foi impulsionado pelo desempenho da indústria de transformação (9,3%), com destaque para a indústria de alimentos, que teve aumento de 44,9%. Foto: Confederação Nacional das Indústrias (CNI)

Comparada a fevereiro de 2021, houve crescimento de 1,6% no Espírito Santo, assim como no acumulado de 12 meses (6,5%)

Por Amanda Amaral

A produção industrial do Espírito Santo cresceu nos dois primeiros meses do ano em 3,6%, se comparada ao mesmo período de 2021. O resultado foi impulsionado pelo desempenho da indústria de transformação (9,3%), com destaque para a indústria de alimentos, que teve aumento de 44,9%.

Com o saldo positivo, o Estado teve o segundo melhor resultado entre os 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM-PF) ficando atrás apenas de Mato Grosso (26,5%). As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Acumulado de 12 Meses

Na comparação com fevereiro de 2021, também houve aumento (1,6%), assim como no acumulado de 12 meses (6,5%). “Esse crescimento para a indústria do Espírito Santo no acumulado dos últimos 12 meses remete ao ganho de dinamismo, ou ganho de ritmo, na produção industrial local, acima da média nacional”, explicou o tecnologista da pesquisa, Bernardo Monteiro dos Anjos de Almeida.

Ele salienta que outro ponto importante é o fato de a base de comparação ser baixa, já que em fevereiro de 2021 o índice era de -13,7%. Já na comparação entre janeiro e fevereiro de 2022, houve queda de 0,4% no Espírito Santo.

“O recuo de 0,4% para a indústria capixaba nessa passagem de janeiro para fevereiro de 2022 pode ser explicado por uma influência negativa do setor de celulose, papel e produtos de papel, no que se refere à produção de pasta de celulose. Vale salientar que a indústria do Espírito Santo recua após 2 meses consecutivos, dezembro de 2021 e janeiro de 2022, de resultados positivos, período em que acumulou ganho de 8,0%”, explica Anjos de Almeida.

Desempenho por Setor

Sobre o desempenho do setor de alimentos, a economista-chefe da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Marília Silva, destaca alguns produtos. “Entre os produtos pesquisados pelo IBGE, bombons de chocolate, refrescos e sucos e massas alimentícias tiveram a produção aumentada no primeiro bimestre desse ano”, comenta.

Além do setor de alimentos, a metalurgia (2,6%) e a fabricação de celulose e papel (2,7%) também cresceram nos dois primeiros meses do ano. O único resultado negativo entre as atividades da transformação foi o de produtos de minerais não-metálicos, que recuou 9,6%.

Cris Samorini é presidente da Findes. Foto: Divulgação/Findes

Já a indústria extrativa (-8,0%) caiu no primeiro bimestre do ano, puxada pela menor produção de petróleo e gás natural, ao passo que a atividade de pelotização do minério de ferro aumentou.

“Em um contexto nacional geral, apesar do aumento da inflação e elevada taxa de juros, que comprometem o poder de compra das famílias brasileiras, a liberação do FGTS e a redução das alíquotas do IPI, que exercem um efeito parcial sobre o preço final dos bens, podem estimular a demanda interna”, avalia a presidente da Findes, Cris Samorini.

Recuo Brasileiro

No caso do país, a produção industrial acumulou queda de 5,8% no primeiro bimestre do ano, frente ao mesmo período do ano passado. Tanto a indústria extrativa (-3,2%) quanto a de transformação (-6,1%) recuaram no período. Esta queda é explicada não só pelo menor desempenho dos primeiros meses de 2022 frente ao ano passado, como pela melhor base de comparação do início de 2021.

“O Estado apresentou resultados opostos aos do Brasil. Enquanto o Espírito Santo registrou leve recuo em comparação com janeiro, o país cresceu. No primeiro bimestre do ano, frente ao mesmo período do ano passado, a indústria capixaba cresceu e a nacional recuou”, explica Marília.

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