Levantamento aponta percentual negativo de 52% na dívida estadual, permitindo que o Governo invista com recursos próprios em 2026
Por Amanda Amaral
O Espírito Santo é o que mais investe no Brasil, apresenta o melhor índice de poupança e conta com o menor nível de endividamento entre as unidades da Federação. É o que apontam os dados divulgados neste mês no Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO), pela Secretaria do Tesouro Nacional. O destaque nacional confere ao Estado, credibilidade e atração de novos negócios, segundo especialista.
O Estado realizou o maior volume de investimentos de sua história, segundo a Secretaria de Estado da Fazenda, foram R$ 20,5 bilhões aplicados entre 2019 e 2025, somente em 2025, foram destinados R$ 5 bilhões para investimentos, o que foi considerado recorde pelo órgão estadual.
O Espírito Santo alcançou o maior percentual de poupança corrente em relação à Receita Corrente Líquida (RCL): 21,1%. Também ocupa primeiro lugar no ranking nacional de investimentos, destinando 20% de sua receita total a essa finalidade, o maior percentual entre as unidades da Federação.
Já um levantamento divulgado por O Globo mostrou que o Espírito Santo tem o menor nível de endividamento do País, com percentual negativo de -52,48% na relação entre dívida consolidada e receita.
“O Espírito Santo é referência nacional em responsabilidade fiscal, com Nota A+ na Capacidade de Pagamento (Capag) e a melhor relação entre dívida e receita do País, segundo o Tesouro Nacional. Esse cenário é resultado de uma gestão fiscal responsável e de planejamento consistente, que possibilitou ao Estado realizar o maior volume de investimentos de sua história, com R$ 20,5 bilhões aplicados entre 2019 e 2025. Investimentos que se refletem em entregas reais e melhoria de qualidade de vida dos capixabas”, destacou o secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, sobre a divulgação dos dados do Tesouro Nacional.
A organização financeira coloca o estado em um patamar de destaque nacional, gerando confiança para que novas empresas se instalem na região, o que dinamiza a economia local, na visão do presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-ES), o economista Ricardo Paixão.
“Isso faz com que o Governo do Estado tenha credibilidade. Isso traz grandes projetos para o Espírito Santo. São empresas querendo se instalar aqui, porque sabem que a conjuntura é melhor”, avaliou o economista.
Outra característica do Governo do Espírito Santo destacada pelo presidente do Corecon-ES foi a criação do Fundo Soberano, que segundo ele, funciona como uma poupança a partir dos royalties do petróleo visando a beneficiar gerações futuras. O economista enfatiza que “a iniciativa é fruto de competência e planejamento, garantindo que a riqueza finita dos recursos naturais seja preservada”.

Ricardo Paixão também lembra que a criação de um Fundo Soberanos é algo visto em países da Europa, citando a Noruega.
“Temos um governo equilibrado financeiramente, há vários anos apresentando equilíbrio fiscal. De forma mais simples, é o governo gastar menos do que arrecada, é fechar suas contas em dia, pagar o servidor público em dia, o que é obrigação do gestor público. Mas a gente olha outros estados como o Rio Grande do Sul, e já teve problema, e Minas Gerais, que também já teve problema para pagar seus servidores”, explicou o economista.

