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Programa para transformar aeroportos em polos de negócios 

Programa do governo federal que incentivar empreendimentos comerciais nos aeroportos concedidos à iniciativa privada

Por Kikina Sessa

O Ministério de Portos e Aeroportos lançou o Investe + Aeroportos, programa que pretende transformar terminais concedidos à iniciativa privada em polos de negócios, ampliando receitas além do setor aéreo. A proposta é atrair empreendimentos como shoppings, hospitais, escolas, centros logísticos, hotéis e casas de espetáculo, integrando os aeroportos às economias locais.

A primeira medida do programa é a atualização da Portaria Minfra nº 93/2020, que regulamenta contratos de cessão de áreas. A revisão amplia a clareza normativa, simplifica processos e fortalece a segurança jurídica ao garantir que, ao fim da concessão, os contratos celebrados sejam transferidos ao futuro operador, assegurando tempo suficiente para amortização dos investimentos.

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As novidades incluem prazos mais longos para contratos em concessões recentes, estímulo à exploração comercial dos sítios aeroportuários, atualização de parâmetros mínimos de investimento e maior proteção regulatória para diferentes modalidades de negócio.

Entre 2023 e 2025, foram aprovados 19 empreendimentos, que somaram R$ 4,5 bilhões em investimentos. Os projetos incluem centros logísticos, oficinas de manutenção aeronáutica e salas e terminais VIP, demonstrando a diversidade de negócios possíveis no ambiente aeroportuário.

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Na avaliação do secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, o programa representa um salto de qualidade na gestão do setor. “Diferentemente de outros setores de transporte, a viabilidade econômica das concessões aeroportuárias depende, em grande medida, da geração de receitas comerciais. Ao ampliar a flexibilidade para celebração de contratos de longo prazo, estamos criando as condições para que os aeroportos deixem de ser apenas locais de pouso e decolagem e se consolidem como centros dinamizadores da economia no Brasil”, relatou

Para o CEO da ABR Aeroportos do Brasil, Fábio Rogério Carvalho, o programa reforça a relevância do setor privado na transformação da aviação nacional. “Todos os 13 concessionários estão aqui, representando 59 aeroportos concedidos, que concentram 93% dos passageiros e 99% da carga movimentada no país. Isso mostra a importância do programa e comprova o quanto essa política pública já deu certo e ainda vai dar mais resultados. Só a atividade aeroportuária já respondeu por 411 mil empregos e mais de R$ 5 bilhões em impostos. Cada iniciativa que amplia a previsibilidade, a estabilidade e a segurança jurídica significa mais investimentos, mais empregos e mais desenvolvimento econômico para o país”, concluiu.

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Investimentos em aviação estão garantidos 

Em evento em Brasília, nesta quarta-feira (17), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que os recursos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) estão garantidos no orçamento.

“Eu já conversei com a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, para que tanto a Antaq quanto a Anac, tenham os recursos preservados, para que possamos dar continuidade aos trabalhos que estão sendo feitos e avançarmos ainda mais, sobretudo nesse momento de reestruturação da aviação brasileira”, afirmou.

O ministro também destacou o momento de crescimento da economia brasileira e de como o país precisa oferecer segurança jurídica para que os investidores continuem a procurar o Brasil. “São setores (portos e aeroportos) que dialogam permanentemente com o povo brasileiro e que precisam, cada vez mais, de segurança jurídica, de regulação e que funcionem de maneira objetiva, para que possamos dar ao setor produtivo brasileiro segurança para quem quer investir no Brasil”, pontuou Costa Filho.

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