Entenda tudo sobre cashback

Entenda tudo sobre cashback
Cautela sempre é bom, mas estratégia já está se consolidando no mercado (Foto - iStock)

Programas de incentivo que devolvem parte dos valores pagos em uma compra estão em alta

Quando surgiram há alguns anos, os programas de cashback soavam como uma propaganda enganosa ou, no mínimo, suspeita. A ideia de devolver ao consumidor uma porcentagem dos valores que ele gastou ainda era incompreendida e, apesar de despertar curiosidade, era vista como uma prática duvidosa.

Hoje, entretanto, vários sites e aplicativos passaram a oferecer esse benefício e, mais recentemente, até alguns bancos e fintechs aderiram à tendência.

Mas o que é cashback?

O termo em inglês pode ser traduzido, de forma literal, como “dinheiro de volta”. Na prática, é exatamente assim que o programa funciona. Parte do valor que você gastar em uma compra, por exemplo, é devolvido em forma de créditos cumulativos. A partir de um determinado montante, você pode usar para novas compras ou fazer transferências bancárias.

Cashback e desconto são a mesma coisa?

Não. “Enquanto o desconto possibilita que você pague menos na hora de efetuar a compra, o cashback te devolve um percentual do valor da compra, como se fosse uma comissão, em um prazo pré-determinado”, explica Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Em cada compra, cabe ao consumidor avaliar os benefícios oferecidos, sempre com o intuito de tomar decisões que não prejudiquem o equilíbrio financeiro.

A economista orienta que, em caso de aperto, se você realmente precisar do produto que está querendo comprar, o desconto pode ser uma opção mais interessante, afinal, você estará gastando menos dinheiro. “Mas vale dizer que alguns sites oferecem tanto o desconto quanto o cashback dependendo da loja em que você vai realizar a compra, o que pode ser ainda mais vantajoso”, diz.

Cashback é seguro?

Se você é do tipo mais desconfiado e não concorda facilmente em passar seus dados para os sites e aplicativos, você não está errado. Cautela nunca é demais, principalmente em operações que envolvem o seu dinheiro na internet. “Se você tem dúvidas a respeito de algum programa de cashback, pode priorizar a inscrição naqueles que forem mais conhecidos. E sempre pesquise sobre as experiências dos demais usuários antes de se cadastrar”, aconselha Marcela.

Os riscos de usar o cashback, entretanto, não se resumem à segurança nos ambientes digitais. As compras por impulso também podem se tornar uma armadilha já que algumas pessoas se sentem estimuladas a gastarem mais para receber cashbacks maiores. “Isso remete àquela mesma armadilha financeira de ‘vou gastar mais no cartão para ter mais milhas’”, comenta José Vignoli, educador financeiro do SPC Brasil.

A prática, claro, não é recomendada. “Em primeiro lugar, é preciso refletir sobre a real necessidade de se adquirir alguma coisa e só então procurar os benefícios oferecidos”, diz Vignoli. O fato de o cashback ser um programa cumulativo deve trabalhar a seu favor e não contra você, te fazendo gastar mais. Fique atento!

Onde conseguir cashback?

Conheça os principais programas:

Méliuz: esse é um dos maiores e mais populares programas de cashback do Brasil. Com mais de 1600 lojas parceiras em todo o país, o Méliuz pode ser usado em compras no computador, celular ou em lojas físicas.

Você pode instalar uma extensão em seu navegador de preferência e, antes de fazer uma compra, acionar o cashback com apenas um clique.

No aplicativo, você encontra cupons e ofertas promocionais, além de uma relação de lojas físicas que são parceiras do Méliuz. Nessas lojas, basta informar seu número de celular para acionar o cashback. A partir de R$ 20 acumulados, é só informar os dados bancários para fazer a transferência.

Beblue: ao baixar o aplicativo, é só criar uma conta que estará vinculada ao seu CPF. Depois disso, ao fazer compras em lojas físicas, você precisa informar ao atendente que deseja pagar com cartão na maquininha do Beblue.

Depois de digitar seu CPF na máquina, uma porcentagem do valor se acumula no seu saldo e você pode usá-lo para fazer pagamentos em estabelecimentos parceiros ou transferir para amigos que também usem Beblue.

Ganhe de Volta: esse site funciona de forma semelhante aos anteriores. A diferença é que, para ter o cashback, você precisa acessar primeiro o site do Ganhe de Volta e procurar por lá a loja em que você quer fazer a sua compra online. O saldo pode ser transferido a partir de R$ 15 acumulados.

Poup: essa plataforma está disponível para compras nas lojas parceiras a partir do próprio Poup e também como extensão nos principais navegadores. As compras são registradas em 48 horas, confirmadas em até 45 dias e, após a confirmação, creditadas em uma semana. Os saques podem ser feitos a partir de R$ 30 acumulados.

Cashola: o Cashola segue a mesma linha das outros programas de cashback, oferecendo ainda cupons de desconto e promoções relâmpago. Os resgates de saldo acumulado podem ser feitos a partir de R$ 15 e transferidos para a conta bancária ou para o PayPal.

Mooba: por meio do plugin para os principais navegadores, o Mooba avisa quando a loja online em que você estiver navegando tem algum cupom de desconto ou compra com cashback disponível. É só ativar o plugin e, quando a compra for creditada em seu extrato, pedir a transferência para a sua conta bancária.

Bancos estão acompanhando a tendência

Mais recentemente, alguns bancos começaram a aderir aos programas de cashbacks, por meio de iniciativas próprias ou de parcerias com as plataformas já existentes.

“No caso dos bancos, o cashback funciona um pouco diferente. Há programas de cashback em fundos de investimentos que devolvem uma parte do rendimento do fundo para o investidor. Outro modelo é aquele para as compras no cartão de crédito e débito, em que o saldo acumulado pode ser utilizado para abater a quantia total da fatura ou o valor de alguma compra realizada no débito”, explica Marcela.

Em ambos os casos e nas demais modalidades existentes, a dica é sempre fazer as contas para avaliar se os benefícios estão de acordo com os seus objetivos. “Optar por algo que não necessita somente por conta do cashback pode não ser a melhor opção”, orienta Vignoli.

Banco Pan: o Pan se uniu ao Méliuz e disponibilizou um cartão de crédito sem anuidade voltado para quem quer cashback em todas as compras. Nas lojas parceiras, o retorno chega a até 15% do total e, nas demais, a porcentagem é de 0,8% do valor pago com o cartão.

Banco Itaú: o Itaú fez uma parceria com o Mercado Livre e também desenvolveu um cartão. Além do programa de fidelidade, o novo cartão oferece cashback de até 19% em 970 lojas parceiras de todo o Brasil e condições facilitadas para compras no Mercado Livre.

Banco Original: o Original incentiva seus clientes a concentrarem os gastos nos cartões. Parte dos gastos é transformada em pontos e cada ponto é equivalente a R$ 1. Os pontos acumulados podem ser usados para abater o valor da fatura ou transferidos para a conta corrente.

Banco Bradesco: por meio do Next, seu banco digital, o Bradesco também criou um cartão para aderir ao programa de cashback. Compras em mais de 250 sites parceiros garantem retornos de até 25% dos valores gastos no cartão.

*Da redação com informações do site Meu Bolso Feliz

Leia também
Conteúdo Publicitário