Após fechar 2025 com PIB de R$ 248 bilhões, Estado aguarda chegada da GWM e operação do Porto da Imetame para manter ritmo de alta
Por Amanda Amaral
A indústria capixaba desempenhou papel fundamental no crescimento de quase 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo em 2025. O setor registrou uma expansão de 5,7% no acumulado do ano e é segundo motor de crescimento do Estado, depois da agricultura (+11,2%). Para 2026, a tendência é continuar crescendo.
Os dados são do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), que divulgou os números do PIB de 2025 na semana passada. Na ocasião, o diretor-geral do Instituto Jones Santos Neves (IJSN), Pablo Lira, explicou que “somos o segundo estado com maior peso do setor industrial na economia, isso acaba influenciando bastante no desempenho da nossa economia”.
Para o Antonio Ricardo Freislebem da Rocha, diretor setorial de Integração e Projetos Especiais da instituição, esse avanço industrial foi peça-chave para que a economia local superasse a média nacional e alcançasse um PIB total estimado em R$ 248,2 bilhões.
“O crescimento econômico da economia do Estado ocorreu por conta do bom desempenho que a gente teve da indústria em 2025. A indústria capixaba foi a que mais cresceu entre os estados brasileiros”, pontuou Rocha. No ano anterior, o crescimento da indústria no Estado foi mais tímido, 1,8% no acumulado do ano. Já em 2025, foram essenciais para a elevação o desempenho da indústria extrativa. Entram aí para somar, a retomada da Samarco, em Anchieta, e a operação da FPSO Maria Quitéria, no Campo Jubarte.
“Vale a gente destacar que o ano de 2025 poderia ter sido um ano ainda melhor, porque no ano passado tivermos conflitos geopolíticos e também a crise do tarifaço norte-americano, que também impactou o Espírito Santo, estado duas vezes mais conectado com a economia global do que a média nacional”, ressaltou Lira.
Ano novo

Para o diretor-geral do IJSN, caso não haja fatores atípicos, o Espírito Santo também deve finalizar mais um ano com uma tendência de crescimento acima da média nacional. “É só que é uma expectativa, com base nas variáveis que observamos agora a respeito do minério e a retomada da Samarco. A Petrobras e a produção que tende a seguir em crescimento. A previsão da entrada em operação do Porto da Imetame nesse ano. Empresas confirmando a chegada ao estado como a GWM, e as atividades de descomissionamento no Norte do Estado”, pontuou.

