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sábado, 13 abril, 2024

Do Val rebate acusações de financiamento de acampamentos golpistas

Senador capixaba afirmou que acampamentos em Brasília recebiam doações de produtores rurais

Por Redação

O senador capixaba Marcos do Val (Podemos-ES) publicou em suas redes sociais neste domingo (11/6) imagens de doações de empresários para pessoas que estavam nos acampamentos que pediam golpe militar no dia 8 de janeiro, em Brasília. Na ocasião, a Sede dos Três Poderes foi vandalizada durante uma invasão por parte dos manifestantes.

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“Não havia empresários financiando o acampamento, tinha produtores fazendo doações”, postou o parlamentar.

As imagens no vídeo publicado por Do Val mostram sacos com quilos de carnes enviados para “abastecer os patriotas”, que ocupavam os acampamentos em frente aos quartéis militares.

“Isso aqui é só mostrando que Brasília está bem abastecida. (…) A carne está chegando e chegando em peso”, afirma o homem que realiza a filmagem enquanto mostra os quilos de alimentos que foram doados.

Confira o vídeo publicado pelo senador Marcos do Val.

O político capixaba é um dos integrantes da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) dos ataques de 8 de janeiro na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Na data, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inconformados com o resultado das eleições, invadiram e depredaram prédios públicos.

Mais de 2 mil pessoas foram presas por terem participado ou estimulado atos golpistas. Quatro capixabas presos durante os ataques se tornaram réus após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir acolher as 100 primeiras denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os extremistas.

Nos próximos dias, a CPMI dos atos do dia 8 de janeiro deverá se reunir pelo menos duas vezes, com previsão de encontros na terça-feira, 13, e na quinta, 25. Um dos temas em discussão será a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Araraquara.

O petista foi à cidade do interior paulista para manifestar solidariedade após uma forte chuva causar a morte de seis pessoas. A passagem de Lula por lá não constava na agenda oficial, e por isso a oposição quer apurar se essa foi uma forma de o atual chefe do Executivo conseguir um álibi que o livrasse das acusações de omissão durante os atos de vandalismo em Brasília.

Os parlamentares contrários ao governo alegam que o Palácio do Planalto sabia da iminência de um ataque a prédios públicos na Praça dos Três Poderes e não fez nada para impedir a fim de acusar Jair Bolsonaro e seus apoiadores de tentar dar um golpe de Estado.

O ministro Flávio Dino foi convocado pela Comissão e negou uma suposta omissão do governo durante as ações. Desde então, Dino e Marcos Do Val tem trocado farpas nas redes sociais.

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