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Desenvolvimento portuário com inovação tecnológica

Desenvolvimento portuário com inovação tecnológica

A expansão dos terminais portuários do ES é notável comparado com outros Estados, impulsionada pela localização central no litoral da Região Sudeste

Por José Luis Mesquista

O estado do Espírito Santo já figura entre os principais hubs logísticos do Brasil, responsável por cerca de 25% do comércio exterior nacional. Já em operação, possui terminais portuários especializados e com importantes iniciativas de expansão e modernização, como o Porto de Tubarão, de grande capacidade na exportação de minério de ferro; Porto de Vitória e Vila Velha, que opera cargas gerais, é administrado pela VPorts (primeira autoridade portuária privatizada no país); Portocel em Aracruz, que opera cargas de celulose e projeta ampliação dos berços de atracação.

No decorrer dos próximos cinco anos, os projetos de novas instalações portuárias (Complexo Porto Central em P. Kennedy; Porto Imetame em Aracruz; Term. de Granéis Líquidos da Praia Mole, em Vitória; Complexo Petro City, em São Matheus), devem ampliar substancialmente a capacidade de movimentação de cargas do estado, com portos de águas profundas, novas rotas ferroviárias e diversificação de cargas (grãos, contêineres, petróleo e energias renováveis).

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A expansão do conjunto de terminais portuários do Estado é notável quando comparada com outras regiões do país, impulsionada pela sua localização geográfica central no litoral da Região Sudeste. A infra-estrutura de transporte ferroviário e rodoviário em desenvolvimento e a proximidade de polos produtivos e consumidores também contribuíram para que o estado tenha sido escolhido para receber esses investimentos, que passam também pela melhoria nas instalações existentes (acessos, dragagem e adequações).

Para que essa crescente malha portuária e logística funcione de forma eficiente nos aspectos operacional, econômico e ambiental é necessária que se difunda a utilização de tecnologias inovadoras no setor, com destaques para:

  • o uso de equipamentos modernos de movimentação das cargas que operam com maior velocidade, precisão, menor consumo de energia e baixa emissão de poluentes;
  • softwares especializados (inclusive nacionais) e com tecnologia de ponta, que fazem o gerenciamento das operações nos terminais, desde o agendamento de chegada de veículos, line-up e atracação de navios, controle dos gates e portarias, planejamento das operações, recebimento/expedição das cargas, controles de estoque, funcionando de forma integrada a equipamentos de controle de acesso, biometrias, balanças, câmeras, entre outros;
  • dispositivos de IOT (sensores, etiquetas, lacres inteligentes) e CFTV conectados a redes de alta velocidade e a sistemas que monitoram a localização de cargas e o posicionamento dos veículos e equipamentos operacionais nos terminais, em tempo real, assim como a posição dos navios e das condições meteorológicas e das marés.

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A integração dos dados fornecidos por esses equipamentos e dispositivos inteligentes aos sistemas de gestão dos terminais portuários, viabilizam o modelo de “porto inteligente” (smart port), permitindo a gestão eficiente da logística integrada, segurança operacional, ambiental e eficiência energética.

Há oportunidades adicionais com a integração entre os sistemas especializados e o chamado PCS (Port Community System) e similares, que conectam as autoridades portuárias aos operadores dos terminais e demais players do processo logístico como: armadores, transportadores rodoviários, ferroviários e órgãos de fiscalização. Iniciativas como essas podem gerar ainda mais eficiência com o compartilhamento de informações, ao serem reduzidos tempos de comunicação, maior fluidez e menor incidência de erros.

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Na vanguarda das inovações, ferramentas de rastreamento digital, uso de inteligência artificial e análise de dados já começam a virar realidade para prever demandas, otimizar o uso dos berços de atracação e controlar o tráfego de navios com maior precisão.

José Luis Mesquista é co-fundador e atual CEO da iPORT, com mais de 25 anos de experiência profissional com atuação em empresas de diversos setores, inclusive 10 anos como diretor de operadora de terminais alfandegados. Graduado em Administração de Empresas pela EAESP-FGV, e possui MBA em Gestão pelo IMD, Suíça

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