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Deputados aprovam traje parlamentar no ES

Polêmica do traje surgiu após presidente da Ales, Marcelo Santos, e o deputado Sérgio Meneguelli trocarem farpas

Por Redação

Os deputados aprovaram em sessão extraordinária, na última segunda-feira (15), o Projeto de Resolução que estabelece um código de vestimenta para os parlamentares. A votação quanto ao traje padrão para o Legislativo acontece após uma polêmica envolvendo o presidente da Ales, Marcelo Santos (Podemos), e o deputado estadual Sérgio Meneguelli (Republicanos)

Nas últimas semanas, Marcelo alertou para o padrão de roupas utilizadas pelos membros do Legislativo durante as sessões no plenário da Casa. As críticas foram direcionadas ao colega de exercício Sérgio Meneguelli, conhecido por utilizar vestimentas “comuns”, como jaquetas jeans, tênis e blusas, durante os encontros oficiais dos parlamentares.

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Nos últimos dias, após nova polêmica, Meneguelli apontou a não existência de nenhuma norma que estipulasse o uso de terno e gravata no regimento interno, mas que, caso fosse aprovada alguma determinação nesse sentido, seguiria as orientações. Durante a votação de ontem, o parlamentar manifestou seu descontentamento com a medida.

“Vai ser permitido o chapéu e a farda. Realmente estou me sentindo discriminado, mandaram um projeto para mudar o vestuário de um deputado. A podridão de um homem não está nas suas vestes, mas está na sua alma, nos seus atos e no seu passado. Peço que não bote em urgência para a gente discutir melhor. (…) Temos assuntos mais importantes para discutir”, ressaltou.

Marcelo Santos (Podemos) rebateu Meneguelli afirmando que, no período em que o parlamentar estava enfermo, o deputado encaminhou um ofício solicitando a não utilização do terno e gravata, o que foi deferido pela presidência. E que, na sequência do ofício, Meneguelli fez uma provocação à Mesa que culminou com o envio da matéria.

Também pediu para o parlamentar não levar o assunto para o lado pessoal e citou que em diversas situações anteriores o deputado utilizou terno e gravata. “Isso não vai deixar ninguém melhor ou pior (usar terno). É um respeito que faz parte da liturgia do cargo. Não há nenhum parlamentar que é dono da verdade aqui. Temos que respeitar as diferenças”, destacou.

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