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Cooperativismo, o terceiro caminho

 

Cooperativismo, o terceiro caminho

No Espírito Santo, o surgimento do cooperativismo foi em 1938, com uma cooperativa de laticínios

Por Kikina Sessa

“Cooperativas constroem um mundo melhor”. Com esse lema enfático, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou que 2025 é o Ano Internacional das Cooperativas.

Esse reconhecimento reforça a relevância do cooperativismo para a construção de um futuro mais sustentável e inclusivo. Não é de hoje que as cooperativas se situam entre o empoderamento econômico e a solidariedade social.

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Por conta disso, o cooperativismo surge como o terceiro caminho para um sistema econômico que absorve o que há de positivo na geração de negócios do capitalismo com a preocupação e o bem-estar social inerentes ao socialismo.

O cooperativismo consegue gerar negócios e lucros, aliando à preocupação com o atendimento dos interesses sociais, inclusive, distribuindo o excedente (sobras) entre os cooperados. Esse modelo oferece, ainda, um caminho de organização coletiva e de benefícios para os trabalhadores, dentro de uma economia de mercado.

O modelo, que surgiu em 1844, na Inglaterra, em plena Revolução Industrial, reuniu trabalhadores dispostos a lutar por uma ideia de justiça social. Ali nascia a base para o cooperativismo, alicerçado em princípios democráticos e colaborativos.

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Com o processo migratório de europeus para o Brasil, no século XIX, veio junto a ideia do trabalho associativo, especialmente na agricultura e no crédito.

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No Espírito Santo, o surgimento do cooperativismo foi em 1938, com uma cooperativa de laticínios.

Em todo esse tempo e em todo o planeta, as cooperativas têm sido protagonistas de transformação. Seja como motores da erradicação da pobreza, uma vez que capacitam as pessoas a reunir recursos, acessar mercados e reter maior valor de seu trabalho; seja dando voz e oportunidade a grupos frequentemente excluídos dos sistemas econômicos tradicionais.

Esse modelo demonstra como a equidade, a participação e as soluções conduzidas pela comunidade podem quebrar ciclos de exclusão, uma vez que as cooperativas são controladas pelos próprios membros a quem servem. Essa talvez seja a grande diferença do cooperativismo: as decisões tomadas nas cooperativas são equilibradas pela busca do lucro e pelas necessidades e interesses dos membros e de suas comunidades.

Outra vantagem é a flexibilidade, já que o cooperativismo aparece em diversas formas e opera em todos os setores da sociedade. Tanto que o modelo cooperativo desponta como solução para enfrentar diferentes desafios globais impostos hoje ao planeta, haja vista o papel que as cooperativas desempenham no avanço da implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.

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As contribuições inovadoras das cooperativas para o desenvolvimento sustentável podem acelerar o processo de descarbonização. Exemplos não faltam, inclusive no Espírito Santo, onde o cooperativismo promove o uso de energia sustentável, onde o cooperativismo promove segurança hídrica, onde o cooperativismo promove inovação e acesso à tecnologia.

Aqui e acolá, o cooperativismo segue pavimentando o caminho que nos levará a um sistema econômico movido por uma gestão democrática, focado no desenvolvimento sustentável e na inclusão social, adaptando-se às necessidades do mercado, sem abrir mão dos seus valores.

Kikina Sessa é jornalista do time da ES Brasil.

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