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Com novo poço, Wahoo deve atingir 40 mil barris/dia

Conexão de 35 km entre poço e plataforma impulsiona plano de R$ 4,7 bilhões da PRIO no Campo de Wahoo

Por Amanda Amaral 

Até o final de abril deste ano, o Campo de Wahoo, pré-sal da Bacia de Campos, litoral do Espírito Santo, deve produzir 40 mil barris de petróleo por dia. O início da operação recebeu US$ 870 milhões em investimentos, em torno de R$ 4,7 bilhões.

Foi o que a PRIO – maior produtora independente de petróleo do Brasil, comunicou ao mercado, visto que o primeiro poço produtor do Campo de Wahoo atingiu produção estabilizada de 12.000 barris de óleo por dia esta semana.

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O Fato Relevante divulgado pela empresa ressaltou que o cronograma de abertura dos demais poços segue conforme previsto, de maneira a atingir a produção de 40 mil barris por dia no Campo de Wahoo até o final de abril.

No último dia 19, a PRIO divulgou o início das operações do primeiro poço em Wahoo. O Campo foi desenvolvido por meio de um tieback – conexão entre o poço e o navio plataforma Frade, por meio de um submarino de aproximadamente 35 quilômetros.

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A FPSO Frade representou o segundo no volume de vendas da companhia no quatro trimestre de 2025, quando totalizou a venda de 10,6 milhões de barris, elevação de 53% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume foi distribuído entre os campos de Peregrino (4,8 milhões de barris), Frade (2,9 milhões de barris), Albacora Leste (1,6 milhão de barris) e o cluster Polvo e TBMT (1,3 milhão de barris).

Com novo poço, Wahoo deve atingir 40 mil barris/dia
Ricardo Paixão é presidente do Conselho Regional de Economia. Foto: divulgação

Em 2025, o Espírito Santo encerrou o ano assumindo novamente o segundo lugar entre os maiores produtores de petróleo do país. Para o presidente do Conselho Regional de Economia, o início da produção no Campo de Wahoo não representa apenas um aumento na oferta de petróleo, mas sim uma maior movimentação em toda a cadeia logística e produtiva do setor.

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“ Embora o centro logístico esteja focado na Bacia de Campos, o projeto deve gerar benefícios indiretos para toda a região Sudeste, com destaque para o Espírito Santo”, disse.

Paixão pontua que isso reflete diretamente na criação de novas e maiores oportunidades de emprego no mercado de petróleo e gás. “Também temos a previsão do aumento de royalties de petróleo, que são disponibilizados para as regiões produtoras, estados e municípios, por isso afeta todo o Sudeste. Esse projeto faz com que se gere uma externalidade positiva, um elemento positivo que oferta dinamismo maior em toda cadeia produtiva”, explicou.

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