Projeto interliga poços à plataforma de Frade e reforça a posição do Espírito Santo como 2º maior produtor nacional
Por Amanda Amaral
A perfuração no Campo de Wahoo, na Bacia de Campos ,no Sul do Estado, deve começar ainda em março. O anúncio foi feito esta semana aos analistas e agentes de mercado pela Prio – maior produtora independente de petróleo do Brasil.
Na divulgação dos resultados do 4º trimestre de 2025, enviado terça-feira (11) à Comissão de Valores Imobiliários, a empresa informa que, ao longo do período, avançou na perfuração dos poços produtores de Wahoo, concluindo três dos quatro poços previstos.
Diz ainda que está finalizando as instalações submarinas e a interligação a unidade produtora FPSO de Frade. A Prio destacou como próximos passos: “first oil (primeiro óleo) do campo nos próximos dias com dois poços; início de produção do terceiro poço nas próximas semanas; início de produção do quarto poço até o final de abril”.
O capex – investimento para manter ativos físicos e de longo prazo total, do projeto foi revisado para US$ 870 milhões, com custo por barril adicionado de US$ 7,1, segundo certificação da consultoria DeGolyer & MacNaughton com base em janeiro de 2026.
O relatório destaca ainda que estão em andamento: a fase final de comissionamento; a conexão do terceiro poço produtor; e a perfuração do quarto poço. O campo de Wahoo marca o primeiro desenvolvimento conduzido pela Prio e a produção será viabilizada por uma conexão submarina (tieback) de cerca de 30 km de extensão, ligando a área ao FPSO do campo de Frade. A empresa antes, adquiria campos maduros para revitalizar.
Produção capixaba
O início da produção no Campo Wahoo cria expectativas positivas para o Espírito Santo – segundo maior produtor de petróleo do Brasil. “Com isso, o Estado deve seguir aumentando a sua produção e mantendo sua posição nacional”, pontuou o diretor-geral do Instituto Jones Santos Neves (IJSN), Pablo Lira, que realizou recentemente a divulgação do Produto Interno Bruto do Espírito Santo, com expressiva participação da indústria extrativa.

