Petroleira investiu cerca de R$ 1 bilhão no Espírito Santo na fase inicial do projeto de exploração do campo de Wahoo, no Sul do Estado
Por Kikina Sessa
O principal investimento da maior empresa independente de óleo e gás do Brasil, a Prio, no Espírito Santo, é o projeto Wahoo, que fica no Sul do Estado, na Bacia de Campos. O projeto, que teve início em 2021, recebeu os maiores investimentos a partir de 2022, com a aquisição de equipamentos e de linhas submarinas.
Até o momento foram R$ 2,5 bilhões investidos e a previsão da petroleira é investir nos próximos 2 anos mais R$ 2 bilhões, totalizando um investimento da ordem de R$ 4,5 bilhões para uma produção esperada de cerca de 40 mil barris por dia.
Neste ano, a petroleira recebeu a licença para perfuração dos poços, fase de execução do projeto onde a aumenta o nível de investimento.
“Na fase de compra de equipamento, investimos em vários fornecedores do Espírito Santo. Mais de R$ 1 bilhão foi investido no Espírito Santo, o que fomentou a economia e o mercado”, comenta Jean Calvi, gerente executivo de Perfuração e Subsea.
Segundo Jean, a empresa aguarda a licença de instalação, que deve sair no último trimestre de 2025, que autoriza a instalação das linhas submarinas. Nessa fase três embarcações devem atuar no projeto de Wahoo.

“Recebendo a licença de instalação até o final do ano, a gente acredita que tem o primeiro óleo sendo produzido no primeiro semestre de 2026. E a partir daí começa de fato a gerar royalties para o Espírito Santo”, disse.
A expectativa é movimentar nos próximos anos até R$ 2,5 bilhões em royalties para o Estado e municípios do Sul do Espírito Santo.
Tecnologia
De acordo com o gerente da Prio, durante a fase de construção do poço a empresa vai usar uma tecnologia inédita no Brasil, chamada Fishbone. Ela aumenta a produtividade do poço. “Também foi feito um umbilical (cabo multifuncional usado em operações submarinas) de 30 km, o que não tinha sido feito no Brasil até agora. Os trechos eram menores. Isso traz mais confiabilidade e menos custo em movimentação do material. A fábrica desse material é do Espírito Santo, a Prisma, que já está apta a produzir esse tipo de umbilical”, contou Jean.
Quanto à exploração de campos maduros, o gerente frisou que a Aprio foca muito na bacia de Campos. “E esse é o nosso negócio. Acabamos de adquirir Peregrino que é um campo que já produz. Terminando o projeto Wahoo vamos mirar todas as nossas forças em Peregrino. A gente vai começar a operar o Peregrino até meados de 2026. A gente vai ter mais um ativo, mais produção, provavelmente vai continuar procurando novos campos. O Espírito Santo é uma bacia um pouco mais velha, mais antiga, tem muito campo maduro e tem boas oportunidades. Então a gente olha com certeza o ativo do Espírito Santo com boas perspectivas. Mas a gente não tem nada no radar firme ainda”.
Curso profissionalizante
Por meio de parceria com a associação Todos na Luta, a Prio está oferecendo no Espírito Santo um curso profissionalizante gratuito, o Reação Offshore, que está com inscrições abertas até sábado (09). Os estudantes selecionados para o curso vão contar com um auxílio de R$ 700 por mês.
Para se inscrever, é preciso acessar o site https://reacaooffshore.com.br/. Os interessados precisam se encaixar no critério de renda e devem possuir CadÚnico, além de ter ensino médio completo, ser maior de 18 anos e residir no Espírito Santo.
Os aprovados vão fazer o curso presencialmente no Senai, em Vitória, com cinco aulas por semana, no turno noturno, das 18h às 22h, além de seis aulas socioemocionais que serão dadas aos sábados, totalizando a grade de 160 horas.

