Caixa pede a clubes que tirem sua logomarca das camisas

Foto: Reprodução

O banco não renovou os contratos com 25 clubes brasileiros. Clubes receberam o aviso em 2018

Vinte e cinco clubes brasileiros passarão a não contar mais com o patrocínio da Caixa Econômica Federal nesse ano. Por conta disso, o banco solicitou que a logomarca seja retirada das camisas dos atletas.

Os times receberam uma notificação em 2018, informando que não disponibilizaria mais o patrocínio, por isso não se surpreenderam com o anúncio feito pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o dinheiro da instituição estatal pode ser melhor aplicado.

“Às vezes, é possível fazer coisas 100 vezes melhores com menos recursos do que gastar com publicidade em times de futebol”, de acordo com o ministro.

É importante destacar que a instituição estatal injetou no futebol R$ 191,7 milhões em 2018, segundo levantamento feito pelo Diário Oficial. Os dados incluem, além dos clubes, patrocínios para os torneios estaduais no Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe, Copa Nordeste e Copa Verde.

Em entrevista ao portal UOL, uma fonte do marketing do banco, que pediu para não ser identificado, disse que “Diferente do que acontecia antigamente, a Caixa pediu que os clubes retirem o logo das camisas. Em outras negociações de renovação do contrato, os clubes permaneciam com a marca, em sinal de respeito ao acordo que tinha acabado de terminar”.

Vale lembrar que apenas duas permanecem com contratos ativos até o final de fevereiro deste ano: o Botafogo (RJ) e o Sport Recife (PE).

“Preocupa [a saída] porque fazemos planejamento com isso. O patrocínio é bom para o banco”, disse o presidente do Fortaleza, Marcelo Paz.

Clubes perdem

O tema é tão sensível para os times, que sem o patrocínio os times perdem R$ 35 milhões e iniciam a temporada sem qualquer perspectiva. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), é “irregular a prorrogação de contratos de patrocínio” de empresas estatais.

O TCU reforçou que, uma vez que os mesmos “não se constituem em serviço de natureza contínua”. Este acórdão complicou a vida de clubes que dependem dos recursos da Caixa, mas não poderão contar com o recurso.

O clube que mais será prejudicado é o Flamengo que conta com R$ 25 milhões mensalmente. O rubro-negro também perdeu o Carabão, que ficava estampado na manga da camisa. Foram investidos, aproximadamente, R$ 200 milhões no clube, mas os valores estavam atrelados à venda de bebidas.

O Fluminense também tentou reverter o quadro, vendendo algumas propriedades de sua camisa, mas não teve sucesso em relação à Caixa.

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